Saúde

SUS oferece novo exame para prevenir câncer do colo do útero em Mato Grosso do Sul

Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã foram selecionadas para receber teste molecular que identifica tipos de HPV associados ao desenvolvimento da doença

Três municípios de Mato Grosso do Sul começaram a oferecer, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um novo exame voltado à prevenção do câncer do colo do útero. Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã foram selecionados para participar do projeto-piloto do Ministério da Saúde que introduz o teste molecular DNA-HPV na rede pública. A tecnologia permite identificar tipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao desenvolvimento de lesões que podem evoluir para o câncer, ampliando as possibilidades de prevenção e diagnóstico precoce.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a iniciativa está sendo desenvolvida inicialmente em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de cada município participante. As equipes dessas unidades são responsáveis por identificar e encaminhar as mulheres que atendem aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Até outubro de 2026, foram coletadas 558 amostras nas três cidades. A previsão é que o serviço seja ampliado gradualmente para outras unidades e municípios, conforme a avaliação dos resultados da primeira etapa.

Uma das principais vantagens do teste molecular é a capacidade de identificar tipos de HPV de alto risco antes do aparecimento de alterações celulares associadas ao câncer do colo do útero. De acordo com o Ministério da Saúde, quando o resultado é negativo, o intervalo recomendado até o próximo rastreamento pode chegar a cinco anos, conforme os protocolos clínicos. A tecnologia também contribui para reduzir a quantidade de amostras insatisfatórias e melhorar a eficiência do acompanhamento das pacientes.

A implantação faz parte de uma estratégia nacional para modernizar o rastreamento da doença e ampliar o acesso aos exames preventivos. O Ministério da Saúde estima que o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028. A doença está diretamente relacionada à infecção persistente por determinados tipos de HPV, tornando a vacinação e o acompanhamento preventivo medidas fundamentais para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer.

Além dos exames, a vacinação contra o HPV continua disponível gratuitamente pelo SUS para os públicos contemplados pelo Programa Nacional de Imunizações. Especialistas alertam que o câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, reforçando a importância do rastreamento regular. Sangramentos fora do período menstrual, após relações sexuais ou depois da menopausa, além de dores pélvicas e corrimento vaginal incomum, são sinais que exigem avaliação médica. Mulheres interessadas no novo teste devem procurar a rede municipal de saúde para receber orientações sobre os critérios e os locais de atendimento.

Via Capital News

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