Ministério da Saúde pediu análise da Conitec para semaglutida e liraglutida; decisão ainda depende de etapas técnicas
O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalie a inclusão de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida no tratamento da obesidade pelo SUS.
A análise da Conitec é uma das etapas necessárias antes que os medicamentos possam ser disponibilizados de forma ampla pela rede pública. Com o novo pedido, a avaliação passa a incluir também a liraglutida, além da semaglutida, que já vinha sendo discutida no processo.
Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os medicamentos seriam disponibilizados pelo SUS, mas ressaltou que seria necessário cumprir etapas técnicas antes da oferta.
O novo pedido ocorre em um cenário de redução dos preços dos medicamentos. Segundo o Ministério da Saúde, a chegada de novas marcas ao mercado brasileiro provocou uma queda de aproximadamente 70% nos valores em menos de um ano.
A redução pode influenciar um dos principais fatores considerados para uma eventual incorporação dos medicamentos ao SUS: o impacto financeiro para a rede pública. Avaliações anteriores da Conitec apontaram que a oferta poderia representar um custo de bilhões de reais ao longo de cinco anos.
Os dois princípios ativos incluídos no pedido — semaglutida e liraglutida — não possuem proteção de patente, de acordo com o Ministério da Saúde.
Mesmo com a análise solicitada, a eventual incorporação não significa que os medicamentos serão imediatamente disponibilizados a todos os pacientes. Ainda será necessário definir os critérios de acesso e quais grupos poderão receber os tratamentos pela rede pública.
Via Capital News