Economia

Pix Saque e Pix Troco perdem espaço e registram menor movimento desde 2024

pix_marcello casal - agencia brasil

Número de operações caiu pela metade em um ano, apesar do avanço do Pix tradicional no país

Menos brasileiros estão usando o Pix para sacar dinheiro em espécie. Dados do Banco Central mostram que as operações de Pix Saque e Pix Troco registraram forte queda em maio e atingiram o menor patamar desde que passaram a ser contabilizadas oficialmente, em 2024.

De acordo com o levantamento, o número de transações caiu de 1,6 milhão em maio de 2025 para 859 mil em maio deste ano, uma redução próxima de 50%. As modalidades permitem que consumidores retirem dinheiro diretamente em estabelecimentos comerciais, como supermercados, padarias, farmácias e postos de combustíveis.

A retração coincide com a decisão da Caixa Econômica Federal de suspender, desde 16 de março, a oferta dos serviços de Pix Saque e Pix Troco para pessoas que não são clientes do banco nas casas lotéricas. Segundo a instituição, a medida não afetou os correntistas da Caixa, que continuam podendo realizar saques normalmente na rede lotérica.

Embora as modalidades tenham perdido espaço, o Pix segue em expansão no país. Atualmente, o sistema de pagamentos instantâneos é utilizado por cerca de 170 milhões de brasileiros, o equivalente a aproximadamente 80% da população. Somente em maio, foram registradas mais de 7 bilhões de operações, movimentando cerca de R$ 3 trilhões.

O sistema também ganhou destaque recentemente em discussões comerciais envolvendo os Estados Unidos. Autoridades norte-americanas avaliam se o Pix poderia representar uma forma de concorrência estatal aos meios privados de pagamento, como os cartões de crédito. O tema integra uma investigação comercial que poderá resultar em novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Criadas pelo Banco Central para ampliar o acesso ao dinheiro em espécie, as modalidades Pix Saque e Pix Troco funcionam de maneiras diferentes.

No Pix Saque, o usuário realiza uma transferência via Pix para um estabelecimento credenciado e recebe o mesmo valor em dinheiro. Já no Pix Troco, o cliente faz uma compra e paga um valor superior ao da mercadoria, recebendo a diferença em espécie.

Um exemplo comum ocorre em padarias e mercados. Se uma compra custa R$ 20 e o consumidor faz um Pix de R$ 30, ele recebe R$ 10 em dinheiro no caixa.

Os estabelecimentos participantes podem disponibilizar até R$ 3 mil por operação durante o dia e até R$ 1 mil no período noturno. Para os clientes, os limites variam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil por transação durante o dia, com teto de R$ 1 mil à noite.

Além do Pix Saque e do Pix Troco, o sistema conta com outras funcionalidades, como o Pix Automático, destinado ao pagamento recorrente de contas; o Pix por Aproximação, realizado por meio da tecnologia NFC; o Pix Agendado, para transferências futuras; e o Pix Cobrança, voltado para empresas e profissionais que desejam emitir cobranças com liquidação instantânea.

Mesmo com a queda nas operações de saque em dinheiro, o Pix continua consolidado como o principal meio de pagamento utilizado pelos brasileiros.

Via Enfoque MS

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