Vereadores apresentam documento contra plano da prefeitura de terceirizar postos de saúde
A privatização da saúde em Campo Grande continua gerando debates e manifestações de insatisfação nos corredores da Câmara Municipal. Por isso, um grupo de nove parlamentares apresentou uma proposta com o objetivo de barrar a possibilidade de terceirização de postos de saúde, como vem sendo planejado pela Prefeitura.
De acordo com o texto enviado à Câmara Municipal na semana passada, os centros regionais dos bairros Tiradentes e Aero Rancho seriam utilizados como projeto-piloto. A iniciativa contrária à terceirização foi apresentada na primeira sessão após a audiência pública realizada na semana passada, quando servidores lotaram o plenário da Casa de Leis e criticaram o projeto.
Conforme apuração do Capital News, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, defendeu a ideia e afirmou que a terceirização poderia reduzir custos por meio da contratação de organizações sociais para gerir as unidades de saúde.
Segundo o secretário, cada unidade escolhida como piloto atualmente custa cerca de R$ 4,3 milhões em despesas de custeio. Com a adoção de modelos terceirizados, os gastos poderiam cair para aproximadamente R$ 3,9 milhões.
Ainda de acordo com a proposta, entidades privadas somente poderão atuar de forma complementar no SUS (Sistema Único de Saúde) do município, mediante contrato de direito público ou convênio, com preferência para instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos.
Para o projeto-piloto, a Prefeitura escolheu as unidades de saúde do Aero Rancho e Tiradentes, que concentram maior número de atendimentos e cujas UPAs recebem recursos da União.
A proposta para barrar a terceirização já conta com nove assinaturas de vereadores integrantes da comissão: Victor Rocha Pires de Oliveira (PSDB), presidente; Dr. Lívio (União Brasil); Veterinário Francisco (União Brasil); Marquinhos Trad (PV); Maicon Nogueira (PP); Junior Coringa (MDB); Luiza Ribeiro (PT); Landmark Rios (PT); e Jean Ferreira (PT).
O texto ainda pode receber novas adesões. Para tramitar em regime de urgência, são necessárias ao menos 20 assinaturas.
Via Capital News