[Via Correio do Estado]
Chef de cozinha, que não teve a identidade divulgada, foi preso por furtar mais de R$ 13,5 mil em picanhas do restaurante que trabalhava para revender, em Bonito. Flagrante aconteceu na noite da última sexta-feira (18) e foi divulgado hoje pela Polícia Civil.
De acordo com a Polícia Civil, houve denúncia anônima de que o chef estaria comercializando picanha da mesma marca comercializada no restaurante, além do proprietário notar que carnes estavam sumindo do estoque.
Com base na denúncia, polícia a montar uma operação para investigar o caso. Proprietário foi orientado a instalar câmeras de monitoramento e, foi constatado que o chef se aproveitava de seu cargo de confiança, que lhe garantia acesso a câmara fria, para furtar as peças de carne.
Na noite da última quinta-feira (17), o funcionário bateu o ponto às 22h50 e foi em direção ao freeezer, com uma mochila aparentemente vazia, saindo do local pouco depois, com a mochila cheia.
Já na noite de sexta-feira (18), equipe policial aguardou a saída do chef e o abordou na frente do restaurante. Dentro da mochila estavam sete peças de picanha, avaliadas em R$ 450.
Diante do flagrante, o suspeito confessou o furto. Ele disse que trabalhava no restaurante há quatro anos, mas começou a realizar os furtos em novembro do ano passado. O Chef disse ainda que comerciliazava algumas peças, mas que, na maioria das vezes, furtava para consumo próprio.
Proprietário informou que o suspeito era funcionário antigo e tinha sua total confiança. “Ele fazia o controle de estoque de carne e pescados e nos informava o que precisaria comprar para a manutenção do estoque”, explicou.
A polícia estima que o chef de cozinha cometeu cerca de 30 furtos, sempre utilizando-se da mesma maneira de agir. No total, prejuízo à vítima chega ao valor de R$ 13,5 mil.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Henriques Barros, o chef de cozinha foi indiciado pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança e, caso seja condenado, pode pegar uma pena que varia de dois a oito anos de reclusão.