No mesmo dia, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, alertou que a Ucrânia é apenas a primeira etapa da expansão russa para o Leste Europeu, após declarações de líder do Exército russo.
Danilov disse que mais de 100 mil soldados russos participam dos combates no leste do país, incluindo mercenários da Síria e da Líbia, enquanto o contingente russo na região continua a aumentar. “Enfrentamos uma situação difícil, mas nosso Exército está defendendo nosso Estado”, relatou.
Kiev estima que dezenas de milhares de civis morreram em razão dos bombardeios e do cerco imposto pelos russos a Mariupol, e que em torno de 100 mil civis ainda permanecem na cidade em condições precárias, sem água e alimentos suficientes.
Segundo Danilov, 12 das 14 unidades militares de elite russas na cidade de Mariupol, cuja conquista foi declarada pelo presidente russo Vladimir Putin no dia anterior, se deslocaram para o leste ucraniano e devem se unir aos combates na região.
Ele afirmou que helicópteros ucranianos conseguiram entregar armas a combatentes na siderúrgica Azovstal, o último bastião das forças locais em Mariupol. “Eles o fizeram à noite, correndo enorme risco”, disse Danilov.
Os combatentes estão sitiados na siderúrgica há dias, em um local repleto de túneis e de difícil acesso para as tropas russas.
Via MSN