Política

Prefeitura mantém R$ 2,8 milhões em contratos e aumenta imóveis alugados

[Via Correio do Estado]

Ao que parece, o objetivo da Prefeitura de Campo Grande em economizar no valor dos aluguéis em 2017 não deu muito certo. Dados do Portal da Transparência municipal revelam 18 contratos de locação ativos, ao custo de R$ 2.840.808,00, a maioria pelo prazo de um ano. Os valores apresentados nesta reportagem referem-se a pagamento anuais.

Em junho, o Correio do Estado mostrou que havia 12 em vigor, ou seja, a quantidade que deveria ter sido reduzida, na verdade, aumentou.

Há seis meses, entre os 12 contratos, estavam cinco de unidades de saúde, escolas, almoxarifado e sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), que se mudou para prédio próprio, economizando R$ 25 mil ao mês.

A ideia, na época, era encerrar ou reduzir valor de contratos, garantindo economia de pelo menos R$ 1,9 milhão até o fim deste ano, que encerra hoje.

Dos atuais, listados no Portal, três estão alugados para funcionamentos das escolas municipais Osvaldo Cruz, na Vila Palmira - que ocupa dois imóveis ao custo de R$ 48.000,00 e R$ 132.000,00, cada  - e Professora Gonçalina Faustina de Oliveira, no Jardim Tarumã, cujo valor é de R$ 28.800,00. Todos os valores são anuais.

O Conselho Municipal de Educação (CME) também funciona em prédio alugado, localizado na Rua Manoel Inácio de Souza, 280, Vila da Saúde. O valor é de R$ 60.000,00.

Por R$ 90 mil, a prefeitura aluga imóvel no Itanhangá Park para o funcionamento da sede da Secretaria Municipal de Controladoria Geral de Fiscalização e Transparência, criada este ano.

Já a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), ocupa dois prédios alugados na Avenida dos Estados e na Rua Arthur Jorge, ao custo de R$ 28.800,00 e R$ 47.400,00 respectivamente.

A sede da Fundação Social do Trabalho (Funsat), localizada na rua 14 de Julho, 992, também é alugada pelo valor de R$ 360.000,00 e há ainda a Subsecretaria de Direitos Humanos, na Barão do Rio Branco, cujo contrato é de R$ 63.000,00.

Por R$ 40.200,00 a prefeitura ainda loca a sede do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), no bairro Amambai.

Há ainda aluguel de dois imóveis para funcionamento da Superintendência do Consumidor, na Avenida Afonso Pena e na Rua Quinze de Novembro, custanto R$ 72.000,00 cada um.

As subprefeituras de Campo Grande e de Anhanduí também funcionam em prédios locados. A da Capital, localizada no Centro, custa R$ 19.500,00 ao ano e a do distrito é alugada pelo mesmo valor. Outros R$ 60 mil estão contratados para funcionamento da Escola de Governo desta Prefeitura, no Jardim Bela Vista.

O aluguel mais caro e mais prolongado é referente a seis salas no Edifício Tenuta, que fica na Vila Santa Dorotheia, onde era a Justiça do Trabalho, ao custo de R$ 1.536.000,00. Não há informação sobre o que funciona no local. O contrato é de abril deste ano e vence no mesmo mês, em 2021.

Outro imóvel sem informação sobre seu uso é alugado por R$ 30.000,00 na rua Antônio Maria Coelho, bairro Planalto. Ambos estão sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov).

Também fazem parte da lista no Portal da Transparência a linha: "imóveis na Rua Antônio Maria Coelho, 76", mas sem especificar quantos seriam engloblados pelo contrato. Esse convênio é de responsabilidade do Fundo Municipal de Saúde (FMS), ao custo de R$ R$ 124.008,00. E, por fim, um por R$ 9.600,00 para instalação de antena no Bahamas Apart Hotel.

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