Política

Prefeito inspeciona piso tátil que foi instalado no rumo de um poste

[Via Correio do Estado]

Prefeito Marcos Trad (PSD) averiguou, na tarde de hoje (4), a calçada em que o piso tátil foi instalado no rumo de um poste de semáforo, no cruzamento das ruas 14 de Julho com a Maracaju, em Campo Grande, após repercussão do caso, e afirmou que determinou a retirada do equipamento.

De acordo com Trad, a situação realmente oferece riscos aos deficientes e que o problema será “resolvido imediatamente”.

A construtora Engepar Engenharia, responsável pelas obras do Reviva Campo Grande, disse, durante a tarde, que a condição seria temporária. Após a visita do prefeito, o local foi cercado com grades de ferro como forma de prevenção de acidentes.

Em foto enviada por um leitor ao Correio do Estado é possível ver que o piso tátil foi perfeitamente instalado na direção do poste de metal. No entanto, em visita ao local na tarde de hoje, equipe de reportagem encontrou o poste no mesmo local, porém, o piso no entorno dele havia sido removido.

No canteiro de obras, nenhum responsável quis comentar o assunto.  Já a assessoria de imprensa do Reviva informou que “trata-se do poste de semáforo que será removido. Foi feito o acabamento no pé dele na intenção de não deixar buracos que possam ocasionar queda”.

Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

A assessoria de imprensa da Engepar reforçou que a situação é temporária e que o piso tátil foi instalado no local conforme projeto original. Segundo a empresa, nas próximas etapas da obra, o poste será removido e o semáforo instalado em outro espaço. Por enquanto, a empresa diz que o ponto em questão deve ser sinalizado com um cone.

ADITIVO

Orçada em R$ 49 milhões, a obra do Reviva Campo Grande pode ter o primeiro aditivo em nove meses desde que a obra começou. A Engepar Engenharia afirma que devido à complexidade dos serviços, o adicional será necessário.

Diante da aprovação de aditivo, comerciantes pedem medidas para reduzir o prejuízo no comércio em decorrência das intervenções. Em reunião, realizada na de terça-feira (2), na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), além de apresentar proposta de plano de mídia ao prefeito Marcos Trad, representantes do comércio insistiram em encontrar alternativas para amenizar os prejuízos verificados nos dez meses de duração das obras.

De acordo com o presidente da CDL, Adelaido Vila, a isenção tributária é necessária para sobrevivência dos lojistas. “Eles estão desesperados. Você está reformando a via pública em detrimento da cidade. Um pequeno grupo não pode ser penalizado em detrimento de toda uma cidade”. A entidade estima que mais de 90% dos comerciantes alugam os  imóveis e, desde o início das obras, foi verificado o fechamento de 7 mil postos de trabalho.

O prefeito Marcos Trad ainda não se posicionou sobre o pedido, no entanto, afirma que teme que qualquer acordo nesse sentido abra precedentes e acabe pesando no bolso da população. “Onde a gente for fazer obra e atingir um comércio, você vai dar para todos uma isenção tributária? Fica difícil. A gente até gostaria de dar. Mas como fazer isso?”, questiona.

Também foi apresentado ao prefeito um plano de mídia elaborado com a finalidade de atrair os consumidores para o centro da Capital, apesar do transtorno das obras. Conforme Vila, o contrato do Reviva Centro com o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) prevê a utilização de 3% do recurso para este tipo de ação. No entanto, o prefeito já adiantou que só adere a proposta caso não gere despesas para o município.

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