[Via Correio do Estado]
“A minha defesa, independente de anular ou não, quero fazer”. A declaração foi dada hoje pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sobre a possibilidade de anulação da delação da JBS.
O chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul foi acusado pelo empresário Wesley Batista de ter recebido R$ 10 milhões para conceder incentivos fiscais, mas alega inocência.
Azambuja disse que está juntado defesa em cima de todos os pontos elencados na denúncia de Wesley Batista. “Acusaram todo o Estado”, declarou o governador reforçando a necessidade de provar inocência.
ANULAÇÃO
As provas apresentadas pelos delatores no caso JBS tem sido questionadas pelos alvos da denúncia e existe a possibilidade que sejam anuladas parcial ou totalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
DELAÇÃO
Empresário Wesley Batista, um dos sócios da JBS, disse em delação premiada no âmbito da operação Lava Jato que esquema de propina em Mato Grosso do Sul era negociado diretamente com o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB). Ele indicou que houve pagamento de R$ 10 milhões pelo grupo.
Conforme Wesley, foi feito pagamento em espécie no total de R$ 10 milhões para Reinaldo Azambuja. A propina seria para garantir que a empresa, que domina o setor de frigorífico no Estado, mantivesse benefício no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
No esquema de corrupção, JBS era obrigada a arcar com 20% do valor devido. Segundo o empresário, o acordo, que teria iniciado na gestão de José Orcírio de Miranda, o Zeca do PT, garantia redução de pagamento de ICMS se houvesse contrapartida com pagamentos irregulares.
“No governo atual, do governador Reinaldo Azambuja, fui eu quem passou a tratar (do pagamento de propina). Esses pagamentos mais recentes, que são R$ 12,9 milhões para a empresa Buriti, todos esses aqui são produtores e emitiram notas fiscais contra nós. Mas em pagamento em espécie, (foi) ao redor de R$ 10 milhões para o atual governador”, disse Wesley na delação.
O dinheiro chegava aos políticos com o uso de notas fiscais frias, pagamento de doleiro a terceiro e repasse em espécie.