Internacional

Novidade em Cuba, conexão à internet ainda é muito cara e lenta

[Via G1]

passear em Havana, é comum ver em alguns pontos um grupo de pessoas reunido e totalmente concentrado em seus celulares. São as áreas de wi-fi que estão em esquinas importantes da Avenida 23, como a com o hotel Havana Livre.

Faz apenas um ano que os cubanos começaram a se conectar dessa maneira. Ninguém tem sinal em casa e o comércio também não dispõe desse tipo de facilidade. Primeiro, é preciso comprar um cartão que fornece um login e uma senha. O mais barato deles custa 2 pesos (cerca de R$ 6) nas lojas da Etecsa e dá acesso por 2 horas. Quem tem um pouquinho mais de dinheiro para investir pode comprar por 10 pesos cinco horas de acesso. Esse valor, tendo em vista a renda dos cubanos, é relativamente caro.

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O estudante de economia Orlando Meneses, 24, se conecta à internet em Havana (Foto: Letícia Macedo/G1)

O estudante de economia Orlando Meneses, de 24 anos, diz ter sorte porque a irmã que vive nos Estados Unidos envia dinheiro para comprar créditos e, assim, ela tem notícia da família. "Eu entro na internet mais aos fins de semana, mas a conexão é lenta. Olha aqui tá dando erro para carregar a página do Facebook", diz, angustiado ao mostrar a tela do celular para a reportagem. Ele conta que seus amigos, apesar da dificuldades, têm Facebook, e mostra a foto das sobrinhas que vivem nos Estados Unidos.

A dona de casa Cerilene Gomero usa o Whatsapp para falar com parentes no exterior (Foto: Letícia Macedo/G1)

A dona de casa Cerilene Gomero usa o Whatsapp para falar com parentes no exterior (Foto: Letícia Macedo/G1)

A dona de casa Cerilene Gomero, 41 anos, usa a rede para se manter em contato com parentes na Espanha, Estados Unidos e Espanha pelo WhatsApp. "Envio mensagens de texto, fotos e mensagens de áudio pelo WhatsApp. Já telefonar não dá certo. A conexão não aguenta", afirma.

Médico cubano não consegue realizar chamada pelo Whatsapp em Havana (Foto: Letícia Macedo/G1)Médico cubano não consegue realizar chamada pelo Whatsapp em Havana (Foto: Letícia Macedo/G1)

Médico cubano não consegue realizar chamada pelo Whatsapp em Havana (Foto: Letícia Macedo/G1)

A reportagem presenciou a chamada frustrada que um médico tentava receber pelo WhatsApp. "Tem que ser por áudio. Isso não dá certo", comentou o cirurgião que pediu para não ser identificado. "Eu conecto a cada dois dias. Passo aqui me conecto, baixo arquivos sobre a minha área e volto para ler em casa. É como faço para me manter atualizado na minha profissão. Para ter notícias sobre Cuba eu compro o jornal impresso mesmo", afirmou.

Durante as últimas homenagens a Fidel Castro, a imprensa internacional teve muito trabalho para enviar principalmente imagens e fotos em alta resolução.

Para os estrangeiros, a conexão difícil provoca no mínimo estranhamento. No Hotel 5 estrelas Victoria, que está no bairro nobre de Vedado, não tem internet. O hóspede pode comprar apenas os créditos para usar wi fi em algum ponto da cidade.

Uma sala de imprensa improvisada no Teatro Nacional, na Praça da Revolução, permitia a transmissão dos últimos atos públicos de adeus a Fidel entre segunda e a tarde de terça-feira. Nessa manhã, a estrutura foi desfeita. "Estamos aqui sem internet e sem Fidel", brincava um jornalista estrangeiro que falava por telefone com a redação pouco tempo antes do fechamento da sala de imprensa.

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