Motociclistas são mais vulneráveis a acidentes e cometem mais infrações
[Via Correio do Estado]
Imprudência no trânsito e maior vulnerabilidade dos motociclistas os colocam como principais envolvidos em acidentes e mortes no trânsito de Campo Grande.
Conforme dados do Gabinete de Gestão Integrante do Vida no Trânsito (GGIT) até a última quinta-feira foram registrados 26 mortes no perímetro urbano da cidade, das quais 14 envolviam motociclistas.
“Certo ou errado, é o motociclista que sempre leva a pior”, expressou a chefe da Divisão de Educação para o Trânsito da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), Ivanise Rotta.
Ainda conforme os dados do GGIT, embora os óbitos tenham diminuído entre 2015 e 2016, a maioria das vítimas que morreram - no local do acidente ou posteriormente no hospital -, continua sendo os motociclistas: em 2015, foram registrados 96 óbitos, dos quais 61 estavam em motos. Em 2016, foram 82 mortes e destas 47 vítimas que trafegavam em motocicletas.
Mesmo que a falta de responsabilidade não seja o principal fator dos acidentes, é visível que os motociclistas têm comportamento mais audacioso nas ruas de Campo Grande.
A reportagem flagrou pelo menos 15 que ignoraram o sinal vermelho na avenida Duque de Caxias em intervalo de apenas 30 minutos, entre 15h e 15h30, na última quinta-feira. Um motociclista mais corajoso, ao perceber o pouco fluxo de carros, chegou até a fazer o retorno por cima da passagem de pedestres.
