[Via Correio do Estado]
A Justiça de Mato Grosso do Sul agendou para quatro dias distintos de maio os julgamentos de 17 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que controla o tráfico de drogas e armas na fronteira com o Paraguai, acusados de serem os responsáveis por repassarem e executarem entre março e abril de 2013 um 'salve' - como são chamados os ataques da quadrilhas a prédios, patrimônios públicos e policiais - em Três Lagoas.
De acordo com a decisão do juiz da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, Rodrigo Pedrini Marcos, divulgada nesta terça-feira (24), dois dos 19 acusados que foram pronunciados em 2016 ainda aguardarão seus júris.
Enquanto isso, 11 pessoas ao todo serão julgadas pelos assassinatos a tiros do policial militar aposentado Otacílio Pereira de Oliveira, 60 anos, e Lucimar de Souza Andrade, 34. Os júris acontecem nos dias 9, 14 e 23 e eles respondem por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e mediante emboscada), além de praticado por milícia privada e formação de quadrilha.
Seis dos 17 acusados estão em liberdade. A Justiça em Três Lagoas não informou se o direito foi adquirido nos tribunais ou se estão foragidos. O Portal Correio do Estado apurou que eles serão julgados à revelia se não comparecerem.
O CASO
A morte de Andrade, em 12 de novembro de 2012, foi a que desencandeou a ordem do 'salve' dada do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, no Jardim Noroeste (região leste da Capital) no início do ano seguinte.