[Via Correio do Estado]
De acordo com ofício assinado pela promotora de Justiça Tathiana Correia Pereira da Silva Façanha, da 24ª promotoria de Justiça, encaminhado nesta quinta-feira (31), para a coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão, os processadores dos aparelhos foram danificados.
Um laudo de empresa de assistência técnica, anexado ao processo, comprova a impossibilidade de reparos, que também prejudica a análise de quaisquer informações que estivessem gravadas nos aparelhos.
PRISÃO – Ricardo Campos de Figueiredo foi preso na operação Oiketikus, do Gaeco, porque quebrou dois celulares no momento em que agentes cumpriam mandados de busca e apreensão na casa onde ele mora.
Conforme auto de prisão em flagrante, era por volta das 6h quando o promotor de Justiça, Fernando Martins Zaupa e uma equipe de agentes,chegaram à casa de Figueiredo para cumprir mandado de busca e apreensão.
Questionado sobre os celulares, o policial foi até o quarto e disse que não encontrou o aparelho. Ele, então, se dirigiu a cozinha, onde foi encontrado um celular branco, que o PM disse que não era o dele. O policial vasculhou a casa até entrar num banheiro e fechar a porta.
O agente que o acompanhava disse ter ouvido barulhos de pancadas, empurrou a porta do sanitário e encontrou o militar com os aparelhos nas mãos, porém, já completamente danificados.
Em depoimento, o agente que participou da ação disse que quando pegou os aparelhos nas mãos eles estavam muito quentes, a ponto dele jogá-los na pia do banheiro, o que indica que haviam acabado de ser danificados.
Neste momento, segundo documento de prisão, o policial teria dito que havia quebrado os aparelhos no dia anterior.
Figueiredo foi preso em flagrante por obstrução da Justiça. Na casa dele, os agentes do Gaeco encontraram quatro celulares, duas armas de fogo, nove munições de fuzis, além de um computador, pen-drives e documentos, que passarão por perícia. Ele chegou a ser solto por uma liminar da Justiça, mas volou para a cadeia depois de uma terceira decisão judicial.
Figueiredo, que já atuou no Departamento de Operações de Fronteira (DOF), foi promovido duas vezes por “ato de bravura” e era segurança da governadoria.