Recentemente, o acusado encaminhou pedido de transferência da instituição
Desde 25 de fevereiro, está em curso a investigação relacionada à denúncia de ameaças de violência contra estudantes negros do campus do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Em nota à imprensa, nesta quarta (16), a instituição disse que o aluno investigado está afastado das atividades de ensino e proibido de entrar no campus.
A decisão é uma medida cautelar enquanto a investigação continua em andamento. Trata-se de um ato de prevenção até que seja ou não comprovado o crime.
Segundo informações do IFMS, diante de toda a situação, o acusado encaminhou, na segunda (15), um pedido de transferência da instituição.
Ainda em nota, a assessoria do IFMS informou estar trabalhando para colaborar com a investigação realizada pelas autoridades, a partir do fornecimento de informaçõe.
Além disso, a instituição se comprometeu em oferecer ajuda aos alunos que fizeram as acusações.
“Por meio do Núcleo de Gestão Administrativa e Educacional (Nuged) e da equipe de ensino, foi oferecido aos estudantes envolvidos apoio de profissionais de psicologia e assistência social”, afirma o IFMS.
Outra medida de contenção de danos adotada pelo IFMS é a decisão de preparar ações de conscientização com a participação do Núcleo de Estudo Afro-brasileiros e Indígenas do Campus (NEABI).
Investigação
Segundo o IFMS, a direção-geral do Campus Campo Grande passou a ter conhecimento das acusações em 25 de fevereiro, quando receberam um e-mail com denúncias sobre ameaça de violência contra estudantes.
Desde então, a direção-geral do campus iniciou um processo para apuração de informações e responsabilidades sobre o fato.
Lembre o caso
O estudante do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, José Evaristo Diel Freitas, de 18 anos, está sendo investigado por crime de racismo depois de ser acusado por alunos da mesma instituição.
Segundo informações do boletim de ocorrência, registrado em 28 de fevereiro, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac – Cepol), o acusado teria listado o nome de três colegas, todos negros, afirmando que um deles seria morto e os outros dois torturados.
Em apuração anterior do Correio do Estado, foi divulgado que os estudantes costumam jogar on-line e que, em uma dessas ocasiões, José teria dito: “tu não é ariano, te coloco pra assar”.
A fala faz referência ao movimento neo-nazista, o qual defende que pessoas brancas sejam superiores àquelas que não são.
Os crimes de racismo estão previstos na Lei 7.716/1989, que foi elaborada para regulamentar a punição de crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, conhecida como Lei do Racismo.
Via Correio do Estado MS