[Via Correio do Estado]
Deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul elogiaram a decisão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) de diminuir alíquota do ICMS do diesel de 17% para 12% , mas disseram que o Executivo agiu com inércia. “Antes tarde do que nunca”, rebateu o petista Cabo Almi (PT), durante sessão nesta quarta-feira (30).
O deputado Barbosinha (DEM) disse que a diminuição já deveria ter acontecido antes mesmo da greve. “Mato Grosso do Sul é ponto de passagem de caminhoneiros, mas eles abastecem no Mato Grosso o suficiente e não deixam no nosso Estado. Mas agora o poder de polícia do estado tem que falar mais alto se os postos não passarem o desconto”, declarou Barbosinha.
O petista Cabo Almi também criticou a demora do governo. “Precisa arrombar a porta primeiro para chegar o socorro?”. Almi disse ainda que é preciso separar avanços da negociação que acontece a nível nacional.
O deputado do MDB, Renato Câmara disse que apesar de o Estado comemorar a diminuição do ICMS, ele está preocupado com a paralisação das refinarias. Isto porque funcionários anunciaram parar as atividades nesta quarta-feira (30). “Quem vai suprir as distribuidoras? Quem vai pagar a conta?”, indagou ele.
Paulo Corrêa (PSDB) lembrou também das perdas decorrentes da greve dos caminhoneiros. “Do dia 20/05 para frente parou, tivemos apenas 2/3 de maio funcionando. O governo deixou de arrecadar 90% das receitas. Foram R$170 milhões a menos de arrecadação de ICMS e isso pode refletir na folha dos poderes”, declarou.
Corrêa alertou também para as dificuldades que as prefeituras vão enfrentar. “É uma conta matemática e o momento é delicado”, finalizou.