[Via Campo Grande News]
Mesmo aflitos, pais decidiram levar os filhos para as aulas na Escola Paulo Freire, onde uma suposta ameaça de atentado virou caso de polícia e grupo de pais pressionou a direção pela expulsão de estudante. Nesta sexta-feira (12), policiais civis acompanham a chegada das crianças e adolescentes, mas a tentativa é de manter a rotina normal.
Pai de estudante do 8º ano, que pediu para que os nomes fossem preservados, foi até a porta da escola com a filha. “Tranquilo eu não estou. Tudo isso é uma bomba armada que nunca sabe a hora que pode acontecer algo. A presença da polícia inibe algo que possa acontecer agora, mas o que precisa é de trabalho futuro, acompanhamento”.
Outra mãe, que falou brevemente com a reportagem, foi até a sala de aula com a filha e confessa que chegou a pensar em não leva-la hoje, mas a escola a tranquilizou. “Foi conversar com a professora”.
Uma terceira entrevistada, que também não quis revelar a identidade, contou que na contramão dos pais que querem a expulsão do aluno do 7º ano que teria feito uma lista com nomes de alunos, funcionários e professores alvos dele, outro grupo de mães decidiu que tomará medida para apoiar o garoto no tratamento. O menino está afastado e a escola indicou que o mesmo passe por acompanhamento psicológico. “Nossos filhos vão escrever cartinhas para ele”.
Na escola, a reportagem tentou nova entrevista com a diretora Adelina Maria Avesani Spengler, sobre a presença da polícia e a retomada da rotina, mas ela não estava no local. Nenhum outro funcionário quis falar com a reportagem.
Caso de polícia – Nesta quinta-feira (11), pais foram à escola para reunião coma direção e pedir que o aluno do 7º fosse expulso. Um grupo com outros 6 pessoas procurou a polícia para denunciar a ameaça de massacre.
Ontem, na frente da escola, uma mãe, que não quis revelar o nome, contou à reportagem que na quarta-feira (10), o estudante de 11 anos teria avisado uma amiga para que ela não fosse à aula. A aluna, por sua vez, contou aos pais que o menino tinha revelado ter a intenção de matar alguns alunos, funcionários e professores do colégio e então, a notícia se espalhou.
O estudante diz ser alvo de bullying por estar acima do peso, segundo esta mãe.