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Após um mês de então delegado atirar em carro de jovem, Polícia Civil segue investigando o caso

Disparos foram feitos porque Adriano Garcia ficou irritado com estilista que afogou o carro no trânsito

Nesta quarta-feira (16), a briga de trânsito envolvendo Adriano Garcia Geraldo, até então, delegado-geral de Mato Grosso do Sul, e uma estilista de 24 anos, está completando um mês. De acordo com a corporação, as investigações seguem a fim de apurar o que aconteceu de fato naquela noite.

De acordo com as apurações, Adriano teria atirado no carro de uma jovem de 24 anos, após um desentendimento entre ambos que dirigiam seus respectivos carros na avenida Mato Grosso, na Capital.

A polícia informou que a moça envolvida na briga está colaborando com as investigações e deu acesso ao seu celular para que mais provas sejam juntadas ao caso.

A polícia tentou acesso ter acesso às imagens da câmera Gopro que estava no carro dela, contudo, de acordo com a corporação, o cartão de memória que continha as gravações deu defeito, impedindo que os dados fossem acessados.

Durante coletiva para divulgação do primeiro Curso de Operações Táticas Especiais da

Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), o

delegado-geral, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, afirmou que a vítima dos disparos feitos por Adriano deu acesso ao seu celular para que eventuais conteúdos que possam colaborar com as investigações sejam acessados.

O caso

Na noite do dia 16 de fevereiro, na avenida Mato Grosso, em Campo Grande, o então delegado-geral de Mato Grosso do Sul perseguiu uma jovem de 24 anos no trânsito, depois de irritar-se primeiramente com o carro dela ter sido afogado por um longo tempo.

Adriano estava atrás do carro da jovem que, cansada das buzinas e tentando religar o carro, mostrou o dedo médio è ele.

Houve perseguição que terminou na calçada de uma escola de idiomas. Antes do fim da perseguição, porém, Adriano Garcia Geraldo, que estava em um Hyundai Elantra descaracterizado, furou – à bala – os três pneus do carro da jovem, apontou a arma para ela, e ainda mobilizou pelo menos cinco outros policiais civis e militares.

Acuada, a moça resistiu a sair do carro, enquanto o delegado gesticulava, demonstrando descontrole, mostram as imagens. Nem mesmo o conserto do veículo da moça, um Renault Kwid, o delegado pagou: ela teve de acionar a franquia de seu seguro.

Dois dias após o ocorrido e diante da repercussão do caso, Adriano pediu demissão do cargo.

Via Correio do Estado MS

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