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Após desfile, opositores protestam e bolsonaristas fazem ‘tréplica’

[Via Correio do Estado]

Logo após o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Campo Grande, opositores protestaram contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) no tradicional “Grito dos Excluídos”. Este ano, porém, bolsonaristas se manifestaram a favor do governo.

Com palavras de ordem e gritos contra o presidente, o protesto durou cerca de dez minutos e é organizado há duas décadas por sindicalistas e estudantes. Presente na manifestação, o deputado estadual Pedro Kemp (PT), lembrou que o Grito ganhou um novo tom com o atual governo. “Estamos protestando contra as reformas que o governo federal vem fazendo. Estamos aqui contra as políticas desse governo, que é contra os índios, está desmantelando a educação e as políticas públicas em geral. A democracia está ferida e este é um protesto legítimo e democrático”, afirmou.

Assim que o protesto terminou, apoiadores de Bolsonaro ocuparam a rua 13 de Maio para se manifestar a favor ao presidente. Com bandeiras e cartazes, eles cantaram o Hino Nacional e dispersaram em seguida.

DESFILE

O desfile, que reuniu cerca de 20 mil pessoas, durou duas horas. Passaram pela rua instituições sociais e escolas, além das forças de segurança do estado e militares das Forças Armadas.

Vestindo camiseta com as cores verde e amarelo, o pintor Milton Chaves, de 50 anos, chegou cedo para acompanhar o desfile. Segundo ele, há anos ele prestigia a solenidade e todos os anos a motivação é a mesma: amor a pátria. “Somos brasileiros e devemos prestigiar”, afirmou.

Apesar do apelo do presidente Jair Bolsonaro convocar os brasileiros a comparecerem ao desfile vestidos de verde e amarelo e alguns movimentos de oposição sugerirem o uso de roupa preta, na Capital, maioria da população não aderiu aos protestos.

De acordo com o Comando Militar do Oeste (CMO), o desfile reuniu 4 mil militares do Exército, Aeronáutica e Marinha, em Campo Grande, que desfilaram a pé e em 40 veículos. Também participam as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal e 29 instituições, entre escolas públicas e particulares.

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