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Agricultura

Estado pode ver produtividade do trigo crescer 40% nesta safra

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Pesquisa desenvolvida pela Embrapa Trigo e que modifica as sementes do grão pretende colocar a cultura como alternativa no Centro-Oeste

Uma variedade de trigo sequeiro desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Trigo, na Região Sul, pode resultar em melhor produtividade do cereal em Mato Grosso do Sul.

Com 43,4 sacas por hectare colhidas em 2020, as modificações nas sementes podem elevar a produção a um patamar próximo de 60 sacas por hectare, afirma o chefe-geral da divisão, Jorge Lemainski.

Isso, se atingido na colheita, corresponde a uma produtividade 40% maior. Se comparado com 2021, ano em que secas e geadas castigaram a produção agrícola no Estado, essa produtividade aumenta em 200%.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado colheu apenas 20,5 sacas por hectare naquele ano. Em 2019, MS cultivou 27,2 mil hectares de trigo, um número ínfimo se comparado com a safra de 1987, quando a área plantada chegou a 400 mil hectares, em 2004 eram 130 mil. De acordo com estimativas do Conab, serão 35 mil ha na próxima safra, aumento de 22,28%.

Em razão desta grande área cultivada na década de 1980, a estrutura moageira do Estado ainda é bem adaptada à cultura. Conforme Lemainski, “cooperativas triticultoras do Sul do País estão voltando à região de Dourados, porque ali há espaço para o cultivo, assim como há plantações em São Gabriel do Oeste e em Maracaju”, revela o professor.

Lemainski ainda afirma que a expectativa é de que o Brasil tenha aumento de 100 mil hectares cultivados de trigo no Cerrado, região que compreende os quatro estados do Centro-Oeste – Minas Gerais, Goiás e São Paulo –, elevando a participação do trigo de 232 mil hectares para quase 350 mil em 2023.

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