Economia

Campo Grande tem inflação de 1,06% em fevereiro, acima da nacional

No acumulado do ano, inflação na Capital de Mato Grosso do Sul já atinge a 11,8%, maior que a média nacional, de 11,02%

Em fevereiro a inflação em Campo Grande foi de 1,06%, apontou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aferido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A variação foi 0,44 ponto percentual superior à inflação aferida no mês de janeiro, quando o IPCA na Capital de Mato Grosso do Sul foi de 0,62%.

Com o índice de fevereiro, Campo Grande já acumula uma inflação de 11,8% no período de 12 meses, variação superior à média nacional para o período, que foi de 11,02%.

A variação mensal da inflação em Campo Grande também ficou acima da verificada em todo o Brasil (1,01%).

Conforme o IBGE, todos os grupos nove grupos pesquisados tiveram alta nos preços em fevereiro. A maior variação veio do grupo da educação (5,94%).

Artigos de residência (1,62%), alimentação e bebidas (1,62%), transportes (0,51%), também tiveram grande variação.

Impacto

A variação, porém, é diferente do impacto na inflação. Como os subgrupos têm pesos diferentes, o impacto define o que mais pesa no bolso do cidadão, e nesse sentido, o subgrupo alimentação teve um impacto de 0,353 pontos percentuais. Repolho, batata e café, pesaram nobolso.

Comer fora de casa, também ficou muito mais caro, com um impacto de 0,55 pontos percentuais. A refeição, que representava 0,29% em fevereiro, passou a ter um peso de 0,79% em fevereiro. O lanche então, subiu mais: saltou de 0,75% em janeiro para um peso de 1,68% no mês passado.

Veículos e combustíveis

Já no subgrupo transportes, que leva em consideração o preço dos combustíveis, o custo do transporte coletivo, e também dos automóveis e a manutenção dos veículos, o teve um aumento de 0,58%, com um impacto de 0,118 pontos percentuais. Em 12 meses, o acumulado do subgrupo chega a 19,2%.

O item veículo próprio, com aumento de 1,26% foi o responsável pelo maior impacto positivo (0,152 p.p.). Lembrando que os preços foram coletados em fevereiro, o maior impacto negativo veio da gasolina, que teve queda de 0,62%, trazendo índice 0,064 p.p. para baixo. Etanol (-4,65%) e óleo diesel (2,78%) completam os combustíveis, que somam aumento de 29,56% nos últimos 12 meses.

Com o reajuste na gasolina nesta sexta-feira (11), a tendência já é igualmente de inflação alta em março.

Habitação

O grupo habitação (0,47%) recuou em relação a janeiro, quando variou (0,69%). No mês passado, o destaque foi o aumento dos artigos de limpeza (2,13%), com destaque para amaciante e alvejante.

As maiores baixas vieram dos subitens aluguel residencial (0,01%) e mão de obra (0,23%). Além disso, a energia elétrica teve alta de 0,22%, após a queda de 2,07% observada em janeiro. Vale lembrar que, desde setembro, permanece em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Via Correio do Estado MS

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