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Protesto marca início do julgamento de réu de matar musicista

[Via Correio do Estado]

O julgamento do caso da musicista Mayara Amaral, começou agora, por volta das 8h30 desta sexta-feira (29), no Tribunal do Júri, em Campo Grande, sobre protestos de mulheres gritando o nome de vítimas de feminicídio. Elas entregaram rosas brancas para outras mulheres presentes no julgamento.

Vestidas de cor roxa da cabeça aos pés, mulheres gritavam em frente ao Tribunal, os nomes de Mayara e da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, morta no ano passado. “Não a violência contra a mulher!" "Queremos Justiça!" "Igualdade sim!", eram os gritos das manifestantes. Faixas com dizeres de Queremos Justiça e Prisão Perpétua, foram colocados nas grades do Tribunal.

Luis Alberto Bastos Barbosa, de 29 anos, acusado de matar a golpes de martelo a musicista Mayara, está vestido de roupa branca e fica o tempo todo de cabeça baixa. O Tribunal está cheio e são sete jurads. A defesa do suspeito apresentou um laudo de insanidade mental e afirmou que Luis está arrependido.

A mãe de Mayara, Ilda Cardoso, disse querer que Luis pegue o máximo possível da pena. “Na prática, não existe 30 anos de prisão, no máximo 20 a 22 anos".

Emotiva, Ilda falou que Luis arrancou um pedaço dela. “Essa dor nunca vai deixar de existir. É importante falarmos do feminicídio e cobrar. O homem está matando a mulher de forma muito cruel. Espero que entendam e votam para a pena máxima".

Segundo Ilda, “o homem se puder matar de novo, ele mata".

Conforme o pai de Mayara, Alziro Amaral, a manifestação foi pacífica e silenciosa, para chamar atenção da sociedade. “A gente espera que ele pegue a pena máxima, cabível no caso dele, proporcional a atrocidade que ele cometeu”.

De acordo com o advogado de defesa, Conrado Passos, é preciso aguardar o pronunciamento da acusação para entrar no debate levantadas pela acusação. “Esse rapaz vai ser julgado com justiça. Tem laudo de insanidade mental, que o coloca como semi-imputável, ele será levado ao conhecimento dos jurados para apreciação”.

O laudo, segundo Passos, foi deferido pelo juízo e aceito pela promotoria e feito por perito nomeado por Mato Grosso do Sul. “O laudo significa que ele terá redução na pena de um terço a dois terços. Foi um episódio único e lamentável desse rapaz, que está extremamente arrependido”.

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