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Número de processos trabalhistas ajuizados caiu de 36 mil para 21 mil em três anos

[Via Correio do Estado]

De 2016 até o ano passado, o número de processos ajuizados pela Justiça do Trabalho (JT) em Mato Grosso do Sul caiu em cerca em 40%. Foram 35 mil ajuizados em 2016 e 21 mil em 2018, conforme o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra), Christian Gonçalves Mendonça Estadulho.

Em ato a favor da JT, no Fórum Trabalhista Senador Ramez Tabet, na tarde de hoje (21), Christian falou que, depois da reforma trabalhista, o maior número de ações é referente a trabalho escravo.

“E agora? Quem vai fiscalizar isso? Quem vai controlar esse trabalho escravo nas usinas de açúcar e álcool e no setor frigorífico? Mais de 50 mil trabalhadores ficarão sem proteção”, disse Estadulho em negativa a declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre possível extinção da Justiça do Trabalho.

A maior atuação da JT no Estado é em prol dos 28 mil funcionários de usinas de cana e 20 mil dos frigoríficos. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul tem 13 procuradores lotados nas cidades de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

ATO EM DEFESA DA JUSTIÇA DO TRABALHO

A cerimônia tem o objetivo de garantir a continuidade dos processos trabalhistas de serem ajuizados e julgados na JT de cada estado do país. “Se acabarem com a Justiça do Trabalho e encaminharem os processos para Justiça comum o tempo de julgamento de cada processo vai se estender de sete a oito meses para quase 2 anos”, declarou o presidente da Amatra

Os advogados de todo país, incluindo os de Mato Grosso do Sul, se mobilizaram para que o ramo do Judiciário não seja extinto. Recentemente, Bolsonaro criticou a atuação da Justiça do Trabalho no país dizendo que há excessos que precisam ser combatidos e, também, sinalizou que pode propor uma reforma trabalhista.

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