[Via Correio do Estado]
Em ato a favor da JT, no Fórum Trabalhista Senador Ramez Tabet, na tarde de hoje (21), Christian falou que, depois da reforma trabalhista, o maior número de ações é referente a trabalho escravo.
“E agora? Quem vai fiscalizar isso? Quem vai controlar esse trabalho escravo nas usinas de açúcar e álcool e no setor frigorífico? Mais de 50 mil trabalhadores ficarão sem proteção”, disse Estadulho em negativa a declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre possível extinção da Justiça do Trabalho.
A maior atuação da JT no Estado é em prol dos 28 mil funcionários de usinas de cana e 20 mil dos frigoríficos. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul tem 13 procuradores lotados nas cidades de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.
ATO EM DEFESA DA JUSTIÇA DO TRABALHO
A cerimônia tem o objetivo de garantir a continuidade dos processos trabalhistas de serem ajuizados e julgados na JT de cada estado do país. “Se acabarem com a Justiça do Trabalho e encaminharem os processos para Justiça comum o tempo de julgamento de cada processo vai se estender de sete a oito meses para quase 2 anos”, declarou o presidente da Amatra
Os advogados de todo país, incluindo os de Mato Grosso do Sul, se mobilizaram para que o ramo do Judiciário não seja extinto. Recentemente, Bolsonaro criticou a atuação da Justiça do Trabalho no país dizendo que há excessos que precisam ser combatidos e, também, sinalizou que pode propor uma reforma trabalhista.