[Via Correio do Estado]
Um pintor de 48 anos foi preso na segunda-feira em Campo Grande sob a suspeita de ter abusado sexualmente de uma menina de três anos em uma residência do bairro Universitário, em Campo Grande. Ele era amigo da mãe da vítima e aproveitou da ausência da mulher para cometer os abusos. O suspeito passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (29) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Com isto, ele responderá ao processo no presídio.
Conforme as informações do boletim de ocorrência, o tio da vítima foi buscar a criança e quando chegou ao local encontrou ela sem roupa com o suspeito. O homem negou qualquer tipo de abuso, mas, a menina contou ao parente havia sido tocada na genitália pelo suspeito. A Polícia Militar foi acionada e o suspeito levado para a delegacia, onde negou as acusações.
O pintor passou por audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (29) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela juíza Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli.
OUTROS CASOS
Na segunda-feira (27), o Correio do Estado publicou uma reportagem apontando que, de janeiro a agosto deste ano, 278 casos de estupro de vulnerável foram denunciados à polícia de Campo Grande. Os números foram divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp).
Conforme os dados da Sejusp, a maioria das vítimas de estupro são do sexo feminino. Nesse período, foram 105 meninas, com idades entre 12 e 17 anos e outras 93 com idades entre 0 e 11 anos. Em se tratando do sexo masculino, foram 52 casos envolvendo adolescentes de 12 a 17 anos e outros 37 de meninos de 0 a 11 anos.
Dados divulgados pela Ouvidoria Nacional do Ministério dos Direitos Humanos apontam que, O Disque 100, que registra denúncias sobre violações de Direitos Humanos, recebeu 2.555 chamadas de casos de violência em Mato Grosso do Sul no ano passado. Deste total, 65% envolvendo crianças e adolescentes.
O número coloca o estado em 2º lugar em denúncias sobre violação de direitos humanos, ficando atrás apenas do Distrito Federal. Quando se trata de crianças e adolescentes, as violações mais comuns são o trabalho infantil; a exploração ou abuso sexual; uso de álcool e outras drogas; garotos e garotas em situação de rua e o desaparecimento.