[Via Correio do Estado]
Em Mato Grosso do Sul, ao menos, 24 servidores entre juiz, policial militar, bombeiros, defensores públicos, promotor de Justiça, delegados e investigador da Polícia Civil e agentes da Política Federal pediram registro de candidatura para a eleição de outubro.
Entre os nomes mais famosos estão o do juiz federal aposentado e candidato ao governo do Estado, Odilon de Oliveira (PDT), o promotor Sérgio Harfouche (PSC) e o vereador candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) André Salineiro (PSDB). No número de candidatos policiais militares e bombeiros, houve aumento em 50% em comparação com as eleições de 2014.
A Associação dos Militares Estaduais (AME/MS) apresentou na sexta-feira (24) os candidatos militares, e a recomendação era de “militar votar em militar”. Com mais de 160 funcionários públicos presentes, nove candidatos foram apresentados, sendo dois federais e sete estaduais. Entre esses, há apenas uma mulher na disputa de uma vaga na ALMS, a Sargento Betânia Kelly Rodrigues (PDT). “Precisamos de uma política que resgate princípios e valores, política realmente focada na inclusão das pessoas”.
Betânia falou também sobre a falta de representação em categorias de base nas instituições militares e da segurança pública de Mato Grosso do Sul. “Faço parte de uma categoria de base, os Praças, somos maioria, mas infelizmente não temos voz. É uma carreira que é nossa, mas não tem poder de decisão”, comentou.
Segundo o presidente da Associação e Centro Social dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul (ACS), Cabo Mário Sérgio Couto, a ideia é alinhar as propostas de modo que a categoria tenha representantes em todas as esferas do poder.
“Essa diretoria vai cobrar uma atuação combativa desses candidatos em prol da categoria, seja policial militar ou bombeiro, e também inativos. Precisamos de mais representação na política, tanto no Executivo como no Legislativo. Esses candidatos devem estar comprometidos com suas bases”, afirmou. O presidente da associação criticou dizendo que os políticos atuais não representam a classe. “É preciso ter alguém que olhe por nós”.
Os candidatos a deputados federais são os policiais militares Tenente Monaco (PHS) e Subtenente Balejo de Arruda (Podemos). Disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa, os seguintes candidatos: Coronel Alírio Villasanti (PHS), Coronel David (PSL), Cabo Almi (PT), Sargento Betânia (PDT), Coronel Ezequiel (PDT). E os bombeiros: Coronel Isaías Bittencourt (PDT) e Bombeiro Quintana (PTC).
Esta é a terceira eleição que o Coronel David disputa. Na eleição de 2014, ele ficou como suplente e assumiu a cadeira na Casa de Leis por um ano e oito meses, quando o parlamentar José Carlos Barbosa, o Barbosinha (DEM), se licenciou para assumir a secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). “Depois de 30 anos de serviço na Polícia Militar e conhecendo tudo que existe em volta e dentro da segurança pública, é importante ter um representante na Casa de Leis”, explicou.
O deputado estadual Cabo Almi, candidato à reeleição, disputa a 11ª eleição este ano. “Ter no parlamento um representante da Polícia Militar é não permitir que aquele espaço seja utilizado para que deputados falem o que quiserem sem conhecimento de causa. Ter um deputado da categoria lá é fazer que as tramitações sejam agilizadas”, comentou.
Assim como a PM, a PF tem se organizado para tentar eleger agentes em todo o Brasil; no Estado, são dois representantes, Salineiro, de Campo Grande, e Renée Venâncio (PSD), de Dourados, que disputa uma vaga em Brasília.