Voz do MS

Meio Ambiente

Indígenas desenvolvem projeto para recuperar nascentes nas aldeias

Redação

[Via Correio do Estado]

O córrego Jaguapiru que corta as aldeias Bororó e Jaguapiru, na reserva indígena de Dourados, onde moram mais de 15 mil índios, estava secando e passou a ser uma preocupação da comunidade.

A partir da ideia apresentada pela presidente da Associação das Mulheres Indígenas de Dourados (AMID), Lenir Paiva, a pró-reitora de Extensão da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) criou o projeto “Nascente Viva – Yvu Oikoveva”.

Na primeira ação do projeto foram plantadas em março 150 mudas das espécies Guanandi, Pindaíba, Cedro do Brejo, Sangra D’água, Ingá, Embaúba e Gapororoca às margens do Córrego Jaguapiru.

A professora Zefa Vivaldina, responsável técnica do projeto, afirmou é necessário fazer brotar novamente as nascentes para que as aldeias possam ter abundância de água. Nesta semana mais uma etapa do projeto foi realizada com a limpeza da calha do córrego. A criação de um viveiro de produção de mudas e ações de educação ambiental entre os indígenas fazem parte do projeto.

Participaram do plantio acadêmicos dos cursos de graduação de Ciências Biológicas e Gestão Ambiental e dos cursos de pós-graduação em Ciências e Tecnologia Ambiental e em Biologia Geral e Bioprospecção, que auxiliaram a ação junto aos estudantes do ensino médio das escolas indígenas Tengatuí Marangatu e Guateka.

Conforme a professora Zefa, o “Nascente Viva” é um projeto piloto que pretende restaurar a nascente do Córrego Jaguapiru. O leito será refeito e a vegetação das margens reconstituída, numa área inicialmente de 2,8 hectares.

O professor de História, Onildo Lopes dos Santos, que atua no projeto como voluntário, destacou a importância da participação dos alunos das escolas da aldeia e da universidade no desenvolvimento do projeto que resgata o córrego Jaguapiru, que é um manancial de água importante para as duas aldeias.

Comentários

Últimas notícias