Capital

ACP e prefeitura discutem piso de R$ 2.298 para professores

[Via Correio do Estado]

Em início de diálogo entre prefeitura e o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSB) sinalizou que vai tentar garantir cumprimento de lei sobre equiparação salarial de professores.

Mesmo assim, ele ponderou que a administração municipal passa por situação financeira difícil.

A reunião entre as partes aconteceu hoje e a entidade pediu o cumprimento da lei municipal 5.411/2014, que trata do piso salarial dos professores da Rede Municipal de Educação (Reme). Educadores cobram o pagamento do piso nacional, de R$ 2.298, para uma jornada de 20 horas. Hoje, a prefeitura cumpre com cerca de 75% do valor para quem está em início de carreira.

O secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, disse que as receitas totais do município vêm caindo ao longo do último ano e por isso há dificuldade no cumprimento da lei.

“De R$ 1.602 bilhão caiu para 1.464 bilhão. A arrecadação do ISSQN em 2014 era de R$ 329 milhões, no ano passado caiu para R$ 281 milhões. Temos uma perspectiva de receita muito ruim. Queremos, a partir da nossa gestão, reverter isso, mas a tendência daquilo que estamos herdando é um cenário bastante pessimista”, pontuou.

O presidente da ACP, Lucílio Nobre, ressaltou que a negociação com a prefeitura já se arrasta há quatro anos.

“Hoje falo em nome da categoria, da base, que a gente acompanha. Foi-se criando ao longo desses anos uma expectativa do cumprimento da lei. Como isto não foi cumprido, foi acumulando, ficou para o senhor. A política tem essa condicionante. O que temos que fazer como categoria, como sindicato, é como vamos proceder nesse início de conversa para que a gente cumpra a lei, mas também entender o lado da administração pública”, ressaltou.

Marcos Trad prometeu apresentar levantamento na próxima semana. “Nós vamos apresentar uma planilha, uma proposta para vocês analisarem”, frisou.

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