Alta foi impulsionada por renda extra e efeito sazonal no mês de março
O consumo nos supermercados brasileiros apresentou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O avanço reflete um cenário de maior circulação de renda e fatores sazonais que influenciaram o comportamento das famílias ao longo do período.
O destaque ficou para o mês de março, quando houve aumento de 6,21% em relação a fevereiro e de 3,20% na comparação com o mesmo mês de 2025. De acordo com a entidade, esse salto está ligado à antecipação de compras para a Páscoa, além do impacto do calendário, já que fevereiro tem menos dias. “O salto de março evidencia tanto a antecipação de compras para a Páscoa quanto o efeito-calendário”, explicou a Abras.
Outro fator relevante foi a injeção de recursos na economia, que contribuiu para elevar o consumo. “Em março, o Bolsa Família contemplou milhões de lares, enquanto os pagamentos do PIS/PASEP também reforçaram a renda das famílias”, informou a associação, destacando o impacto direto desses valores no varejo alimentar.
Apesar do aumento no consumo, o custo da cesta de produtos também subiu. O indicador Abrasmercado registrou alta de 2,20% em março, elevando o valor médio da cesta para R$ 820,54. Entre os itens que mais encareceram estão o feijão e o leite longa vida, além de alimentos in natura como tomate, cebola e batata, que sofreram forte influência da sazonalidade.
Para o segundo trimestre, a expectativa é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado pelo pagamento antecipado do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS e pela restituição do Imposto de Renda. Ainda assim, o setor mantém cautela diante de possíveis pressões de custos. “A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar os preços dos alimentos nos próximos meses”, avaliou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.
Via Capital News