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Ponte da Rota Bioceânica está a menos de 30 metros de unir dois países

Ponte da Rota Bioceânica está a menos de 30 metros de unir dois países

Mato Grosso do Sul está a poucos passos — ou melhor, a menos de 30 metros — de consolidar um dos projetos de infraestrutura mais ambiciosos da América do Sul. A construção da Ponte Bioceânica, que une Porto Murtinho à cidade paraguaia de Carmelo Peralta, entrou em sua fase decisiva com a proximidade do encontro das estruturas no vão central. O fechamento definitivo da obra sobre o Rio Paraguai é aguardado para os próximos dias, marcando o fim da etapa estrutural pesada e o início dos acabamentos.

A finalização deste elo físico representa uma mudança de paradigma para a economia sul-mato-grossense. Ao conectar o Brasil ao Paraguai, Argentina e Chile, a ponte viabiliza a Rota Bioceânica, um corredor logístico que permitirá o escoamento de produtos do Centro-Oeste diretamente pelos portos do Oceano Pacífico. A principal vantagem é estratégica: a redução drástica no tempo e nos custos de transporte de cargas com destino à Ásia, eliminando a dependência exclusiva dos portos do Atlântico e do Canal do Panamá.

Com o fechamento do vão central, o cronograma de obras passará a focar em serviços de pavimentação, instalação de sistemas de iluminação, guarda-corpos e a conclusão dos acessos nas duas cabeceiras. Embora a conexão física esteja quase pronta, a liberação para o tráfego de veículos ainda depende da integração total com as rodovias internacionais e das aduanas dos países envolvidos. No entanto, o ritmo acelerado atual sinaliza que a entrega do projeto, aguardado há décadas, está mais próxima do que nunca.

Para as cidades de Mato Grosso do Sul, o impacto já começa a ser planejado. Porto Murtinho deixa de ser o “fim da linha” rodoviária para se transformar em uma porta de saída internacional de alta relevância. Enquanto isso, Campo Grande se posiciona para se tornar o grande centro logístico da rota, com potencial para atrair terminais de armazenagem, empresas de distribuição e novos investimentos nos setores de transporte e imobiliário, consolidando o estado como o “hub” central do comércio sul-americano.

Via Capital News

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