Com isso, a ponte entra na etapa decisiva dentro do corredor bioceânico, considerado estratégico para ligar países da América do Sul ao Oceano Pacífico e reduzir custos logísticos
A ponte da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai deve atingir, em 31 de maio, uma das fases mais importantes da construção. O chamado “beijo das aduelas” marca o encontro das estruturas de concreto lançadas de lados opostos, fechando o trecho central entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai.
“A previsão indica a conexão física final entre Brasil e Paraguai”, destaca o cronograma da obra. Com isso, a ponte entra na etapa decisiva dentro do corredor bioceânico, considerado estratégico para ligar países da América do Sul ao Oceano Pacífico e reduzir custos logísticos.
A construção começou em 14 de janeiro de 2022 e segue concentrada na concretagem e no avanço sobre o rio. “Os trabalhos estão voltados ao fechamento da travessia principal”, aponta a atualização mais recente sobre o andamento do projeto.
Nos acessos, as obras seguem em ambos os lados da fronteira. No Brasil, há execução de viadutos, pilares e vigas sob responsabilidade do DNIT. Já no Paraguai, o acesso inclui cerca de 4 quilômetros de aterro até a Ruta PY-15. “A execução principal está a cargo do Consórcio PYBRA”, informa o relatório.
Com custo estimado em cerca de US$ 100 milhões, financiado pela Itaipu Binacional, a ponte é vista como peça-chave da integração regional. “A estrutura deve consolidar um corredor logístico mais eficiente rumo ao Pacífico”, reforça o projeto, que também inclui investimentos bilionários em rodovias no Paraguai.