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Greve de trabalhadores da Energisa é anunciada em MS a partir de segunda-feira

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Trabalhadores rejeitaram proposta da empresa e pedem 3% de ganho real; apenas um quarto do efetivo deve paralisar atividades

Um movimento grevista será iniciado por trabalhadores da Energisa em Mato Grosso do Sul a partir de segunda-feira (2), embora apenas um quarto do efetivo de 689 funcionários fique parado, garantindo que serviços essenciais à população continuem funcionando. A decisão foi tomada após assembleia do Sinergia MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia em MS), na qual os trabalhadores rejeitaram a última proposta da empresa e aprovaram o movimento, reivindicando 3% de ganho real.

De acordo com o sindicato, 51% dos participantes reprovaram a proposta da concessionária, 48% a aprovaram e 1% se absteve. Já sobre a deflagração da greve, 62% votaram a favor, 26% contra e 12% se abstiveram. A paralisação não tem prazo definido para terminar, mas seguirá em conformidade com a legislação e mantendo atendimento emergencial à população.

Na sexta-feira (27), representantes da Energisa e do sindicato se reuniram em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 24ª Região, presidida pelo desembargador Tomás Bawden de Castro Silva. A proposta apresentada incluía reajuste de 5% para auxílios alimentação e refeição, crédito extraordinário de final de ano, reajuste de 5% para o piso salarial, e manutenção das cláusulas econômicas com 4,49% de reajuste retroativo a 1º de novembro de 2025. A compensação de horas extras superiores a duas horas de intervalo intrajornada também foi prevista. Apesar do reconhecimento do direito de greve pelo TRT, não houve acordo entre as partes.

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O Sinergia MS informou que aceitou a proposta do TRT, mas que a Energisa não a acatou. Em nota, a concessionária destacou que apresentou avanços econômicos, incluindo ganho real no piso salarial e melhorias em benefícios, reafirmando boa-fé nas negociações. A empresa também reforçou que manterá todos os serviços normalmente, respeitando a decisão judicial que exige contingente mínimo e proíbe bloqueios ou obstruções que prejudiquem o atendimento à população de Mato Grosso do Sul.

A Energisa reafirmou seu compromisso com a transparência nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2025–2026, com respeito aos colaboradores, segurança e prestação adequada do serviço público essencial de energia elétrica.

Via Enfoque MS

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