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Defesa diz que frigorífico Buriti foi enganado por procuradores

Redação

[Via Correio do Estado]

O advogado do frigorífico Buriti, Leonardo Avelino Duarte, foi no início da tarde desta quarta-feira (12),  na superintendência da Polícia Federal (PF), em Campo Grande, para explicar a situação das contas terceirizadas das empresas, movimentadas por procuradores que comercializam a compra e venda de gado.

“A empresa possui oito contas terceirizadas e administradas por procuradores. A única contrapartida é receber os miúdos dos animais abatidos que são matéria-prima da agroindústria. O proprietário, senhor Padel, ficou sabendo que a empresa teve seu nome envolvido na operação pela imprensa e por isso estamos aqui para esclarecer a idoneidade da agroindústria”, detalhou Duarte.

De acordo com o jurista, a equipe da PF foi até o frigorífico, localizado no município de Aquidauana para cumprimento de busca e apreensão e fez cópia dos HD’s dos computadores.

“É importante destacar que a direção ficou sabendo das notas fiscais irregulares em nome do frigorífico na ocasião da delação dos irmãos Batista. Tanto que na sequência foi realizada uma verdadeira devassa fiscal que comprovou a regularidade do aspecto tributário do Buriti”, argumenta Duarte.

DETALHAMENTO

O frigorífico Buriti possui contrato de terceirização de contas com procuradores que comercializam gado para abate, num total de oito responsáveis.

Na época da delação feita pelos irmãos Batistas, donos da JBS, foi informado que uma das contas (não foi identificado o nome do procurador responsável) teria emitido notas fiscais “frias” com a cnpj do frigorífico.

Segundo advogado da agroindústria, não é possível informar o número exato, mas, estima-se que R$ 12 milhões de reais foram movimentados nesta conta que foi cancelada pela empresa, após descobrir que foi utilizada de forma criminosa.

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