Internacional

Vice-ministro chinês é eleito como novo diretor da FAO

[Via Correio do Estado]

As eleições para nova diretoria da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pelos próximos quatro anos, foram concluídas neste domingo (23), com vitória do vice-ministro da agricultura da China, Qu Dongyu.

O representante asiático obteve vitória no primeiro turno, com 108 votos, dentre os 191 países. Qu teve apoio da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Corrêa e substituirá o brasileiro, José Graziano da Silva, que permaneceu no cargo por oito anos.

A posse do novo diretor-geral deve acontecer no dia 1º de agosto, que apresentou uma campanha focada na erradicação da fome em regiões pobres do mundo. Qu venceu a candidata francesa e da União Europeia, Catherine Geslain-Lanéelle que ficou longe da maioria após receber 71 votos, enquanto o ex-ministro georgiano de Agricultura Davit Kirvalidze obteve 12.

DESAFIOS

Apesar dos avanços alcançados nas últimas duas décadas, 821 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. A meta das Nações Unidas é erradicar a fome global até 2030. No entanto, a fome não é o único problema nutricional que o novo diretor-geral da FAO deverá enfrentar.

Atualmente, mais de 2 bilhões de adultos – com mais de 18 anos – estão acima do peso, sendo 670 milhões considerados obesos. De acordo com a FAO, estima-se que o número de pessoas obesas no planeta irá superar o de famintos em poucos anos. Ao mesmo tempo, 2 bilhões de pessoas sofrem de deficiências nutricionais.

Alguns dos motivos para explicar o crescimento da obesidade mundial são o consumo de alimentos ultra processados, que têm altos níveis de sódio, açúcar refinado, gorduras saturadas e aditivos químicos.

A FAO aponta como desafio a implantação de sistemas de produção que forneçam alimentos saudáveis e de qualidade.

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