Esportes

Uruguaio admite intenção de tirar Rodrygo de campo com falta

[Via Correio do Estado]

O lateral Jorge Fucile, do Nacional (URU), admitiu que abusou da violência para deter o atacante Rodrygo, do Santos, na vitória de sua equipe por 1 a 0 nesta terça-feira (1º), pela Taça Libertadores. Em seu site, o clube divulgou um manifesto de apoio ao atleta.

Em entrevista à rádio Sport 890 e reproduzida pelo site Referi, o uruguaio revelou que a pancada que deu no santista foi com a intenção de retirar o jogador da partida.

Rodrygo acabou deixando o jogo aos 28min do segundo tempo com entorse no tornozelo após entrada de Fucile. O atleta será avaliado pelo departamento médico para saber a gravidade da lesão.

"Eu levei três canetas, pela primeira vez na história eu levei três canetas. Não houve nenhum jogador que tinha me dado três vezes. Ele vai colocar o vídeo e assistir todos os dias. Não havia outra maneira de tirá-lo do campo. Pude sacá-lo de campo e assim se tranquilizou a partida", disse Fucile, que jogou no Santos em 2012.

Rodrygo deixou o estádio Gran Parque Central com gelo no pé e amparado pela comissão técnica, sem conseguir andar sozinho. Ele será avaliado pelos médicos nos próximos dias, de modo que ainda não é possível prever se estará à disposição de Jair para o jogo de domingo (6), contra o Grêmio.

O técnico do Santos, Jair Ventura, lamentou a conduta da arbitragem da partida, que não teria coibido a violência dos jogadores do Nacional.

"Uma pena que a técnica e a habilidade sejam paradas pela violência. As equipes da Libertadores marcam mais forte e acabam parando com violência a técnica, o improviso, o jogo que ele tem de habilidade. Vamos torcer para que não seja nada grave", lamentou o técnico.

O Santos emitiu um “Manifesto ao “Futebol” na tarde desta quarta-feira (2), em seu site oficial. O Peixe se posiciona contra a violência exercida pelo Nacional-URU na derrota por 1 a 0 nesta terça, em Montevidéu. Mais do que isso, dispara contra Fucile. Veja o texto abaixo:

“Os Meninos da Vila nascem para jogar bola e são estimulados para isso. Nem sempre se ganha, mas aqui é lugar de jogar futebol. Dar e tomar dribles faz parte. Tomar três dribles desconcertantes de um novo craque do mundo do futebol não significa uma mancha na carreira. Mas tirar esse craque de campo, com uma falta grave, e reconhecer que o tirou por não saber como não tomar o quarto drible, isso é.

O lateral Jorge Fucile, do Nacional do Uruguai, e que jogou no próprio Santos FC em 2012, admitiu que precisou apelar para a violência para frear o atacante Rodrygo. O mais novo raio da Vila passará por exames assim que chegar ao Brasil. Fará isso para saber a gravidade da contusão que só existiu porque um adversário não sabe ainda, já em final de carreira e mesmo ainda jogando por um dos clubes mais tradicionais do esporte, que respeito à um colega de profissão é elementar.

Como afirmou nosso técnico Jair Ventura “A técnica não pode perder para a violência”. E se depender do Santos FC isso nunca acontecerá. Nem sempre ganhamos, é verdade. Mas nos entristecemos ao ver decisões como as tomadas pelo jogador uruguaio. Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile”.

Apesar da derrota em Montevidéu, o Santos já está classificado para as oitavas de final da Copa Libertadores graças ao empate entre Real Garcilaso (PER) e Estudiantes (ARG).

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