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Uber reclama de regulamentação e volta a ameaçar com aumento de preços

[Via Midiamax]

Mais de 15 dias depois de definidas as regras para o serviço em Campo Grande, a Uber, plataforma de carona paga, manifestou-se sobre a medida, citando o risco de aumento dos preços e de fuga dos motoristas parceiros.

Segundo o diretor de comunicação da Uber, Fábio Saba, o excesso de regras desestimula os motoristas parceiros a permanecerem na atividade e traz dificuldades para que novos motoristas possam aderir, diminuindo a oferta de carros.

Fábio cita a necessidade da colocação de placa específica para prestar o serviço como a maior limitação imposta pelo decreto, que teria burocratizado a tecnologia. “Cerca de 50% dos motoristas trabalham menos de 10 horas e usam a plataforma como um complemento de renda”, explica e enfatiza que as regras ditadas pelo decreto inviabilizam a atividade para a maioria dos motoristas.

Fábio alerta que quando o número de carros disponíveis diminui, o valor das viagens aumenta, pois entra em vigor o preço dinâmico. “O objetivo da Uber é, além de dar opção de renda para os motoristas, fazer com que as pessoas deixem seus carros em casa e escolham se deslocar com um carro da Uber, que é um complemento para a malha de trânsito da cidade”, defende Fábio.

Reuniões foram realizadas com um comitê criado para discutir a texto do decreto, que foi finalmente publicado em 16 de maio, porém segundo Fábio, “o que foi falado no comitê não foi para o decreto. O decreto tenta encaixar uma tecnologia nova em regras antigas”, contesta.

O diretor de comunicação da empresa afirma ainda que a questão do pagamento de tributos à Prefeitura não inviabiliza a atividade da empresa em Campo Grande, tendo em vista que taxas são pagas em outras cidades como São Paulo, Vitória e Porto Alegre.

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