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Testes para vacina contra Chikungunya iniciam nesta terça em Campo Grande

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Na Capital o estudo vai ser conduzido pela Fiocruz e está entre os 10 centros de testes do país

Os testes para a vacina contra o vírus da Chikungunya iniciam nesta terça-feira (4) em Campo Grande.

A Capital está entre os 10 centros de testes do país. Será conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também conta com a parceria da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Os testes serão realizados com adolescentes entre 12 e 17 anos, que precisam ser autorizados por um responsável legal. Segundo o infectologista Julio Croda, espera-se cerca de 800 voluntários que irão passar por uma rigorosa triagem.

“Se houver alterações nos exames, como hepatites, se recebeu alguma vacina de vírus vivo á 28 dias, reações graves de outras vacinas, histórico de doenças como artrite, artralgia, histórico de câncer nos últimos cinco anos, em tratamento com imunossupressor, grávidas e outros fatores eliminam o voluntário na triagem”.

Segundo o infectologista e pesquisador da Fiocruz, o objetivo é avaliar a eficácia e a resposta imunológica na proteção de adolescentes contra a Chikungunya.

Em relação aos adultos, os testes não foram realizados no Brasil. “Estamos seguindo a ordem normal dos testes, primeiro em adultos que já foi realizado, mas fora do país e agora o Brasil está realizando em adolescentes, para mostrar a segurança da vacina e no futuro pode ser realizado em crianças”, conclui Croda.

O estudo é da empresa Valneva Áustria e no Brasil é conduzido pelo Instituto Butantan.

Os interessados em se voluntariar para os testes podem se inscrever via internet. 

Chikungunya

De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus chikungunya (CHIKV) foi introduzido no continente americano em 2013 e ocasionou uma importante onda epidêmica em diversos países da América Central e ilhas do Caribe. É transmitido pela picada de mosquitos.

No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e Bahia. Atualmente, todas os Estados registram transmissão desse arbovírus. Esta arbovirose também pode se manifestar de forma atípica e/ou grave, sendo observado óbitos.

Destaca-se que a doença pode evoluir em três fases:

  • Febril ou aguda: tem duração de 5 a 14 dias
  • Pós-aguda: tem um curso de até 3 meses.
  • Crônica: Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se instalada a fase crônica.

Em mais de 50% dos casos, a artralgia (dor nas articulações) torna-se crônica, podendo persistir por anos.

Sinais e sintomas

  • Febre.
  • Dores intensas nas articulações
  • Dor nas costas
  • Dores pelo corpo.
  • Erupção avermelhada na pele
  • Dor de cabeça.
  • Náuseas e vômitos.
  • Dor retro-ocular
  • Dor de garganta
  • Calafrios
  • Diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças).

Via Correio do Estado MS

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