Política

Técnicos da Agetec suspeitam de sabotagem em aplicação da taxa do lixo

[Via Correio do Estado]

A Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec) já investiga, mesmo que informalmente, os motivos do reajuste desproporcional da taxa do lixo, cobrada nos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) emitidos em dezembro último. As primeiras informações levantadas pelos técnicos é de que trata-se de sabotagem, informaram fontes seguras da Prefeitura de Campo Grande.

A cobrança da taxa do lixo de valores acima do esperado pelo primeiro escalão do município, gerou a primeira grande crise da administração Marcos Trad (PSD), um ano depois de sua posse no cargo de prefeito. Técnicos da Agetec, inclusive, atribuem a suposta sabotagem a servidores comissionados ligados ao ex-prefeito, Alcides Bernal (PP), mantidos no cargo após acordo entre ele e Trad, no segundo turno das eleições de 2016.

Na semana passada, em meio a viagem de férias com a família, Marcos Trad anunciou que revogaria a taxa do lixo da forma como foi cobrada, enviando novo projeto de Lei a Câmara ainda nesta semana (tão logo chegue de viagem). Ele ainda estendeu para 23 de fevereiro o prazo para pagar o IPTU com 20% de desconto (e sem a cobrança da taxa do lixo).

A causa da prorrogação foi a reação negativa da população à taxa do lixo, cuja variação da cobrança passou dos 200% em alguns casos, e a justificativa para a medida, foi a de que Trad sentiu-se “enganado” por sua equipe técnica, pois os valores cobrados não eram coerentes com os apresentados na época em que a lei foi sancionada, no fim de dezembro do ano passado.

APREENSÃO 

Na prefeitura de Campo Grande, o momento é de apreensão entre servidores e técnicos do primeiro e segundo escalão. Eles temem demissões em pelo menos três órgãos: a Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Secretaria de Finanças (Sefin) e Agetec.

Integrante da administração municipal, ligado diretamente a Marcos Trad, confidenciou ontem que não há como o prefeito resolver a crise da taxa do lixo, sem a exoneração de alguns “responsáveis” por ela. As demissões poderão ocorrer nos próximos dias.

Compartilhe: