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Sem sinalização, rua de acidente que vitimou músico foi pintada pelos próprios moradores

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Esta é a terceira vez que acontece uma colisão no local; Pingue-Pongue por responsabilidade transita entre Agetran e Prefeitura

O local do acidente que vitimou o músico Sérgio Roberto Júnior (27), na manhã desta segunda-feira (18), não tinha sinalização adequada. A orientação de “Pare” pintadas nos dois lados do cruzamento entre as ruas Elmira Ferreira de Lima e Miguel Bedoglim, no Bairro Morada do Sossego, foram escritas pelos próprios moradores.

Os residentes exigem medidas urgentes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) desde 2021 e relatam que até o momento nada foi feito.

Mario Márcio Carvalho, dono da conveniência próxima ao local onde a batida aconteceu, declara que a situação é preocupante e que não é a primeira vez que presencia cenas como a da manha desta segunda-feira.

“Os políticos vêm aqui, prometem e não fazem nada. Mês passado aconteceu um acidente no mesmo lugar. Hoje o cara ainda bateu meu carro estacionado aqui na lateral.”, acentua.

De acordo com o morador esta é a terceira vez que uma colisão acontece no mesmo local.  Ele acrescenta que em 2021 até ônibus já se envolveram em acidentes de trânsito na região.

Uma vizinha que prefere não ser identificada, informa que a rua faz parte da rota de ônibus, e evidência a preocupação com a sinalização do local.

“A Prefeitura veio, fez a sinalização na rua de baixo e na sua de cima, mas aqui nada! Esse ano é o terceiro acidente grave. O ano passado teve até com ônibus que bateu aí. Os motoqueiros sempre caem.”, ressalta.

A moradora conta, ainda, que presenciou o acidente e chegou a colocar uma sombrinha em uma das vítimas para protege-la do sol. “Eu coloquei a sombrinha nele, mas tinha muito sangue. Os bombeiros demoraram mais de 20 minutos pra chegar.”, conta.

Para os habitantes da região, a responsabilidade da sinalização transita entre Prefeitura e Agetran. “A gente quer um semáforo, uma lombada. Fica nesse joga pra um e joga pra outro e ninguém resolve nada.”, termina.

Via Correio do Estado MS

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