Economia

Segurança no emprego faz intenção de consumo aumentar 5,4% na Capital

[Via Correio do Estado]

Confiantes com a situação atual do emprego, famílias campo-grandenses devem consumir mais. Conforme pesquisa divulgada hoje pela Fecomércio, na comparação entre outubro deste ano e o mesmo período do ano passado, houve aumento de 5,4% na Intenção de Consumo das Famílias.

Neste mês, índice fechou em 80,3 pontos, aumento de 0,3% em comparação com setembro, quando indicador ficou em 80 pontos. Resultado é o segundo melhor do ano, atrás apenas do mês de março, quando índice foi de 80,6.

Conforme o presidente do Instituto de Pesquisa da Fecomércio, Edison Araújo, apesar de pequeno, o aumento é significativo.

“Continuamos percebendo um crescimento pequeno, porém constante, na intenção de consumo das famílias e isso é muito significativo, principalmente com as festas de fim de ano se aproximando”, afirmou.

De acordo com a pesquisa, o indicador que apresentou o maior índice foi o da renda atual, com aumento de 4,7% e o emprego atual, com índice de 2,6%. Maioria dos consumidores afirma que estão mais seguros em relação à situação atual do emprego do que em outubro de 2016.

Apesar da confiança, famílias não pretendem investir na compra de bens duráveis por considerarem ser um mau momento.

Além disso, muitos estão pessimistas quanto a melhora profissional nos próximos seis meses e estão mais reticentes quanto ao consumo. Índice de perspectiva profissional fechou negativo em -3,3%.

Para os próximos meses, tendência é que o nível de consumo seja igual ao do segundo semestre do ano passado. Ao todo, 44,1% das famílias afirmam que devem manter os gastos, enquanto apenas 7,4% estão dispostos a gastar mais.

PESQUISA

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias é um indicador que tem o objetivo de antecipar o potencial das vendas do comércio.

O indicador mede a avaliação que os consumidores fazem dos aspectos importantes da situação de vida de suas famílias, tais como capacidade de consumo atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, condições de crédito, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.

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