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Secretária busca apoio de parlamentares em favor do Sistema Único de Assistência Social

Redação
Foto: Assessoria de Imprensa

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Campo Grande (MS) – Na busca de sensibilização contra o desmonte e apoio para o avanço do Sistema Único da Assistência Social (SUAS), a secretária de Estado de Direitos Humanos Assistência Social e Trabalho, Elisa Cleia Nobre, participou de uma reunião na manhã desta terça-feira (21) com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi, e mais 11 parlamentares. Na oportunidade foi levada aos parlamentares a atual conjuntura da política da assistência, pelo Governo Federal, e o iminente risco de paralisação de serviços essenciais por falta de aporte financeiro disponibilizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

“Qualquer alteração que precise ser feita no Sistema Único de Assistência Social tem que primeiro estar baseada em estudos e critérios técnicos. Infelizmente nos encontramos em uma situação em que cortes estão previstos apenas por questões financeiras. No fim, os municípios e suas populações são os que sofrem com a falta de execução dos serviços, mesmos os mais básicos”, destaca a secretária, que ponderou ainda que apenas agora os recursos previstos para 2016, pelo governo federal, estão sendo repassados.

Dentre os pontos em defesa do SUAS está a garantia de oferta de serviços socioassistenciais de proteção social básica e especial, com o contínuo aprimoramento da qualidade das atenções e a expansão da cobertura das especificidades regionais e das diversas expressões de desproteção social, e a reafirmação da extensão das unidades públicas de referência com os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), condições estruturantes nas provisões do SUAS.

Conforme o presidente da Assembleia Legislativa de MS, deputado Junior Mochi, o apoio para a Assistência Social é fundamental. “Acompanho de perto a execução da política de assistência social e conheço sua importância para a população. Sem dúvida a Assembleia Legislativa agirá, por meio de votação de moções e até mesmo com lei conjuntas com outras assembleias legislativas, para que haja garantia na prestação dos serviços”, disse.

Para a representante do Colegiado Estadual de Gestores Municipais da Assistência Social (Coegemas), Djasli Bárbara Cestari Maia Roti, o sinal vermelho para um colapso já está acesso. “Os serviços correm o risco de serem paralisados. Precisamos do apoio de todos, parlamentares estaduais, bancada federal e sociedade civil, para que consigamos manter o atendimento, que por vezes ainda é insuficiente”, alerta.

Também participaram da reunião o superintendente de Assistência Social da Sedhast, Sérgio Wanderly; a coordenadora de Apoio à Gestão do Suas, Taciana Silvestrine; e o coordenador de Proteção Social Básica, Valdereis Freitas de Souza.

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