[Via Correio do Estado]
Procurar atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado ainda é martírio. A falta de atenção básica, demora em conseguir consulta e horas e horas de espera resultaram em casos extremos que levaram a morte de pacientes.
Em Campo Grande, vítimas morreram depois de procurarem socorro mais de uma vez. A falta de estrutura nas unidades de saúde, principalmente Unidades de Pronto Atendimento (UPA), são um dos principais problemas. Soma-se ainda falta de profissionais, medicamentos.
Somente neste ano, são quase 200 inquéritos do Ministério Público Estadual para apurar problemas na área da saúde na Capital.
Ainda há a carência de leitos. As vagas, muitas vezes, só são obtidas depois de acionamento da Justiça. Apesar disso, nem sempre o tempo de resposta é o suficiente para conseguir salvar o doente.
Quem está no interior ainda carece de estrutura e quando é trazido para Campo Grande, onde se concentram os maiores hospitais, aguardam por horas. Em alguns casos, ficam sendo transportados de um local para outro sem receber o devido atendimento.
Desde 2014 há ação na Justiça Estadual cobrando aumento de vagas e melhorias, mas até agora as respostas dadas pelo setor público não foram suficiente para garantir respeito à saúde da população.