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“Queria meu gabinete aqui”, diz ministra ao elogiar Casa da Mulher Brasileira em MS

[Via Correio do Estado]

Durante agenda que participou em Campo Grande a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves declarou que a Casa da Mulher Brasileira é exemplo para o país e que outros municípios do Estado terão o atendimento em breve. Damares declarou também que gosta muito do Estado e que queria gabinete do ministério instalado na Capital.

A ministra adiantou que, em municípios pequenos, as casas serão estabelecidas com algumas adaptações. “Campo Grande tem a melhor Casa da Mulher do país e vou usar esse modelo, com algumas diferenças”.

Na ocasião, Damares lembrou do ranking em que o Brasil se encontra em relação a violência contra a mulher. “Apesar do país ter a terceira melhor lei (Maria da Penha) de combate à violência doméstica, estamos em 5º lugar no caso de violência contra a mulher”. De acordo com a ministra, uma das estratégias para combater a violência contra a mulher é de fomentar a conscientização em escolas.

CAMPO GRANDE

Damares declarou também que, logo quando assumiu o ministério, o primeiro Conselho Tutelar que ela atendeu foi de Campo Grande. “Amo esse estado e queria que meu gabinete fosse aqui”, disse ela.

LGBT

Ao ser indagada sobre quais ações o Governo federal tem planejado em favor da comunidade LGBT, a ministra disse que existe o reconhecimento da classe e que a violência contra a comunidade é pauta da pasta. “Reconhecemos a violência contra a comunidade e Bolsonaro deu ordem a essa ministra (Damares) para fazer enfrentamento. Teremos tratamento para todos os segmentos e tem diretoria específica para esse enfrentamento”, declarou.

Na ocasião, a ministra foi indagada sobre a questão de casais homossexuais poderem adotar crianças abandonadas. “Casais gays já podem adotar; isso não deve ser discutido. É Direito adquirido”, afirmou ela.

FUNAI

Sobre a questão da Funai permanecer sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura, Damares disse que concorda com essa determinação e que o mais importante de tudo não são as terras indígenas, o ouro ou a madeira, mas que o mais importante é a vida do índio.

Damares disse também que é necessário fazer reforma agrária porque tem muitas terras que não foram demarcadas. “Nós também vamos estar acompanhando”, disse a ministra ao se referir a comissão de ministro que, segundo ela, será criada para as atividades do Incra.

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