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Quedas constantes de energia causam prejuízos no Jardim dos Estados

[Via Correio do Estado]

Quedas constantes na energia elétrica têm causado prejuízos e transtornos aos moradores do bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande. Segundo eles, problema ocorre há aproximadamente um mês e meio, principalmente durante à tarde,várias vezes na semana e demora até quatro horas para o retorno da energia.

Corretor de imóveis Aurimar da Costa Lima, 59 anos, tem o escritório na própria residência e tem tido transtornos, tanto no trabalho quanto com equipamentos eletrônicos, que queimaram por conta da oscilação na energia.

“Sempre quando o tempo vira dá um estouro e acaba a luz. Tem vezes que dura duas horas, tem vezes que é quatro [para voltar a luz]. Já queimou ar-condicionado, geladeira e a Energisa não arca com o prejuízo. Tem seguro, mas o seguro às vezes acha que a gente está mentindo”, reclamou Aurimar.

Ele disse que equipe da Energisa já esteve no local e informou que o problema seria uma árvore que estaria causando curto. Ainda segundo o corretor, concessionária ficou de cortar a árvore, mas o serviço nunca foi feito.

Publicitário Olavo Machado, 33 anos, mora na Travessa Dona Sabina e trabalha com gestão de redes sociais em home office, ou seja, tem um escritório na própria casa, e também tem tido problemas no trabalho por conta da situação.

“Eu tive sorte de não perder nenhum equipamento eletrônico, mas atrasa todo o meu trabalho” disse. Ele também afirmou que mesmo com a falta de luz por longos períodos, a conta de energia aumentou quase R$ 150 de um mês para outro.

Os picos de energia também causaram grandes prejuízos aos comerciantes do bairro, que perdem clientes por conta da falta de energia.

Gerente da lanchonete de produtos saudáveis Pé de Vitamina, Amauri Voltaline, 28 anos, tebe prejuízos com alimentos que precisam de refrigeração e precisou dispensar clientes por conta da impossibilidade de atendê-los.

“É um prejuízo muito grande. A luz cai, depois volta em meia luz, e a gente tem ingredientes como o salmão, que não pode ficar congelando e descongelando, então estraga. Além disso, o ambiente é climatizado, imagina o cliente almoçando meio-dia nesse calor?”, explicou.

Conforme o gerente, lanches são feitos em forno elétrico e os sucos, que são o carro chefe da casa, na centígrufa. Ambos aparelhos precisam de energia para funcionar. “Quando cai a luz, só posso oferecer água para o cliente”, disse.

Equipe do Portal Correio do Estado esteve no local no momento em que houve uma queda de luz e testemunhou quando o ar-condicionado da lanchonete queimou. Quando a energia voltou, equipamento não funcionava mais, fazendo apenas um barulho.

Mesmo problema com perda de clientes tem a empresário Leila Regenold, proprietária da Regeneld Turismo & Eventos. Hoje, com a falta de energia, ela precisou dispesar funcionários.

“Acontece cerca de uma vez por semana, a energia vai e volta. Fico impossibilitada de trabalhar, de atender o cliente e tem prejuízo. As planilhas são feitas no computador, precisamos responder e-mail e não tem o que fazer”, lamentou.

Outros moradores do bairro relataram o mesmo problema. Todos afirmam que o problema persiste há mais de mês e que a Energisa já foi acionada, mas não deu explicações ou solução para as quedas de luz constantes.

Portal Correio do Estado entrou em contato com a concessionária de energia elétrica da Capital para saber o que pode estar causando o problema e se há prazo para solucioná-lo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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