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Puxado por materiais metálicos, furtos em 2022 são os maiores da série histórica

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Nos cinco primeiros meses deste ano, crime na Capital aumentou 29,2% em relação a 2021; período vai de 2012 a 2022

Conforme balanço realizado pelo Correio do Estado, com dados compilados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) entre 2012 e 2022, os primeiros cinco meses deste ano lideram o ranking de furtos em Campo Grande.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), Giuliano Carvalho Biacio, o crescimento desse tipo de crime foi potencializado nos últimos anos pela subtração de materiais metálicos.

Levando em consideração a série histórica dos 10 últimos anos, apenas entre os primeiros cinco meses de 2021 e 2022, o número de furtos em Campo Grande aumentou 29,2%, saindo de 6.118 para 7.907 registros. Até esta terça-feira, 511 furtos foram computados no mês de junho na Capital.

“Observamos essa crescente do furto há algum tempo. Em Campo Grande, aumentou principalmente os casos que envolvem materiais metálicos, como fios de cobre em semáforos, iluminação e residências”, salientou Biacio.

Segundo o titular da Derf, a volta da normalidade após a redução dos indicadores da pandemia também contribuiu para o aumento de furtos na Capital.

“De forma geral, com relação aos furtos, o que observamos é que eles aumentaram em razão da retomada da rotina após a pandemia de Covid-19. Com as pessoas saindo de casa, circulando mais, injetando mais dinheiro na economia, o comércio reabrindo e a normalidade sendo restabelecida, a criminalidade também aumenta”, destacou o delegado.

SÉRIE HISTÓRICA

De acordo com dados da Sejusp, nos primeiros cinco meses de 2012, 6.397 casos de furtos foram registrados em Campo Grande. O mesmo período de 2013 contou com 5.814 furtos, uma redução de 9,1%.

Em 2014, a Capital teve 6.416 furtos entre janeiro e maio. No ano seguinte, houve crescimento de 7,7%, com 6.915 furtos registrados nesse mesmo recorte no município. O ano de 2016 contou com uma leve redução de 1,9%, com 6.915 casos em cinco meses.

Levando em consideração os cinco primeiros meses, os furtos entre os anos de 2016 e 2017 se mantiveram estáveis, com 6.778 e 6.828 casos, respectivamente.

No período que antecede a pandemia de coronavírus, houve um crescimento de 9,8% nos furtos na Capital, com 7.499 casos em 2018. Em 2019, o município registrou 6.436.

Nos últimos dois anos, já com a crise sanitária do coronavírus instalada, o número de furtos em Campo Grande foi de 5.900 em 2020 e 6.118 em 2021.

FURTO OU ROUBO?

Ao Correio do Estado, o titular da Derf, Giuliano Biacio, explicou que o furto configura como a subtração do objeto sem que tenha existido nenhum tipo de violência ou grave ameaça.

“Então, se você deixou seu celular em cima da mesa no shopping e alguém o pegou e levou embora, isso é furto. Ou se você estava andando no ônibus com a carteira no bolso e alguém subtraiu sem que você percebesse, também é furto”, salientou.

Para configurar roubo, o delegado destacou que é necessário que haja violência ou grave ameaça durante a ação.

“No roubo, o criminoso vem e anuncia que é um assalto, fala que vai te matar, mostra uma faca ou arma e te agride de alguma forma, seja verbal, seja fisicamente, isso é roubo”, disse.

RECEPTAÇÃO

A ação criminosa não se restringe apenas a quem furta, mas também para quem consome o material adquirido de forma ilícita. Para coibir o crime de receptação, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande criou a Operação Ferro-Velho.

Segundo a GCM, nos últimos dois anos, a prefeitura registrou um prejuízo de mais de R$ 2 milhões pelos furtos de fios de eletricidade de locais públicos, tampas de bueiros e grelhas de bocas de lobo.

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