[Via correio do Estado]
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) gastou o dobro do valor previsto no orçamento do 2° quadrimestre deste ano. O titular da pasta, Marcelo Vilela, disse que os postos de atendimento têm uma demanda muito superior ao quantitativo da população e analisou essa situação como sendo preocupante.
Vilela também apontou problemas nos registros de dados. Os números e essas conclusões foram apresentados em audiência pública realizada na tarde de sexta-feira (29) na Câmara Municipal de Campo Grande.
Somados aos gastos extras do município com o setor de saúde, foram gastos 30,81% entre os meses de maio e agosto deste ano. Os 15% previstos por lei equivalem a cerca R$ 170 milhões.
De acordo com o secretário de Saúde, Marcelo Vilela, as faltas de precisão em registros de dados pela prefeitura é um dos elementos que impedem melhor análise dos investimentos feitos pela pasta.
"Em dez postos, atendemos de 1 milhão a 1,7 milhão de pessoas por mês. Temos uma população de aproximadamente 876 mil habitantes. Cada habitante da nossa cidade passou pelo menos duas vezes pelos postos. Ou o povo é hipocondríaco ou tem procura de outro lugar", analisou o secretário.
Conforme o relatório, a previsão das receitas para apuração de aplicação em ações e serviços públicos de saude é de R$ 1.624.837.000, 000 e faltando três meses para acabar o ano foram utilizados R$ 1.085.881.755,73 ou 66,83% do total previsto.
Entre as receitas adicionais liberadas estão: Estado R$ 91.768.000,00; União R$ 609.164.000, 00; SUS R$ 700.932.000,00 resultando em um total de R$ 726.807.000,00. Mas, até agora só foram utilizados R$ 369.438.939,80 ou 50,83% do total.