Prefeito reafirma que reajuste de servidores seguirá inflação
[Via Correio do Estado]
O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) confirmou hoje que o percentual de reajuste proposto aos servidores públicos municipais acompanhará o índice da inflação. "No mínimo, igual o salário e a inflação que foi determinada no ano anterior", disse Trad durante agenda pública.
No dia 5 de maio, o prefeito já havia informado que daria a correção inflacionária, afirmando não ser correto aumentar impostos e o salário do funcionalismo. Hoje, ele confirmou a informação e disse que já está em negociação com as categorias, principalmente de professores e médicos, que tem critérios diferenciados.
"Eles tem defasagem vindo de gestões anteriores e todo ano a gente negocia um percentual. Ano passado a gente deu, por exemplo, além dos funcionários, alguns percentuais. Este ano estamos tentando encontrar uma maneira para dar dar esse percentual para eles", disse.
Ainda conforme o prefeito, todas as categorias estão sendo chamadas para conversar e a prefeitura irá apresentar o que entra e o que sai dos cofres da prefeitura.
"O que a gente tem condição de dar é aquilo que foi a inflação, a mais nós não estamos conseguindo", disse.
De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ano de 2018 terminou com 3,75% de inflação acumulada, apresentando uma elevação em relação ao ano anterior, que chegou a 2,95%.
OUTRO LADO
Presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipal de Campo Grande (Sisem), Marcos Tabosa, afirmou que a proposta apresentada pela prefeitura é abaixo da inflação e uma contraproposta será protocolizada pelo sindicato.
"Ele mandou uma proposta para o sindicato de 4,17%, mas a data-base é de abril de um ano a maio, e o índice IPCA dá 4,94%. Então ele mandou uma proposta abaixo da inflação do período e ainda escalonado, ele quer dar 0,50% em outubro e outros 3,65% em dezembro. O salário dos servidores está em defasagem de 2017 para cá", afirmou Tabosa.
Esta proposta foi rejeitada em assembleia e, na contraproposta a ser protocolizada, o sindicato pede a reposição da inflação, de 4,94%, sem escalonamento, mais 4,94% no bolsa-alimentação e 50% dessa bolsa-alimentação incorporada ao salário e os 50% restantes em 2020.
A proposta tem diferença em algumas categorias, como administrativos da educação.
