O investimento é de, aproximadamente, meio bilhão de reais e será pago pela Itaipu Binacional.
O lançamento da construção da Ponte Bioceânica, previsto para o dia 13 de dezembro, foi adiado para janeiro de 2022.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, não poderão comparecer em dezembro, devido a compromissos do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul), na Colômbia.
O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que há possibilidade do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comparecer em janeiro de 2022 no lançamento.
A ponte da Rota Bioceânica é considerada uma das principais obras do projeto, que promove integração entre Brasil e Paraguai.
De acordo com Azambuja, a integração entre os dois países, por meio da ponte que ficará nas cidades de Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (PY), reduzirá distâncias, o valor do frete das importações e exportações de produtos para o mercado asiático.
A previsão é de que a Rota Bioceânica transforme Mato Grosso do Sul em um hub logístico, um centro de distribuição de mercadorias.
A obra será feita pelo consórcio Paraguai-Brasil, composto pelas empresas Tecoedilnl Constructora S.A, Cidade Ltda e Paulitec Construções.
O valor contratado é de quase meio bilhão de reais, 616.386.755,744 guaranis, a serem pagos pela Itaipu Binacional. As empresas vencedoras terão 1.080 dias para concluir o empreendimento.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, no começo de janeiro de 2022, haverá a ordem de serviço e o início da construção da ponte.
O secretário afirma que não há motivos para preocupações. “Todos os trâmites foram cumpridos, não há motivo nenhum para preocupação. É um problema de agendamento entre os dois presidentes”.
A Ponte Bioceânica terá comprimento de 680 metros, duas pistas de rolagem de veículos de passeio e caminhões, com 12,5 metros de largura, e duas passagens nas laterais, com 2,5 metros cada uma, para o trânsito de pedestres e ciclistas.
Via Correio do Estado
