[Via Correio do Estado]
Vítima continua internada na Santa Casa de Campo Grande e a assessoria de imprensa do hospital informou que a família proibiu, hoje, a divulgação de qualquer informação sobre o estado de saúde. Até ontem, quando ainda não havia a proibição, Salem estava em coma induzido e o estado era considerado grave.
O CRIME
Vieira foi baleado na manhã do dia 2 de fevereiro, próximo a uma creche localizada na Rua Jaime Ferreira Barbosa, no bairro Guanandi. Na ocasião, a vítima estava em um veículo Renault, levando o filho de 3 anos até a instituição, quando foi atingido por seis disparos.
Testemunhas informaram à Polícia Militar que dois homens, em um Voyage preto, chegaram, efetuaram os disparos e fugiram em seguida. Ele foi atingido no tórax, clavícula, axilas e braço direito.
AGIOTA
Salem que auxiliou nas investigações que levaram o ex-prefeito Gilmar Olarte a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é conhecido por ser uma das peças chaves na denúncia da operação que recebeu o nome de Coffee Break, um esquema de “compra e venda” de votos feito em 2014 para cassação do mandato do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) e posse do vice Gilmar Olarte.
Em 2014, o agiota tentou invadir a igreja do ex-prefeito e pastor evangélico Gilmar Olarte, no Bairro Coophamat. Na ocasião, Salem desacatou dois guardas municipais na tentativa de “pegar o prefeito” durante um culto, mas foi contido.
Em 2015, Vieira respondeu pelo crime de usura, que está ligado à cobrança excessiva de juros, situação típica da prática de agiotagem.