[Via Campo Grande News]
Na véspera das eleições suplementares para prefeito de Tacuru – a 427 km de Campo Grande – força-tarefa formada por policiais militares da cidade e servidores da Justiça Eleitoral atenderam a duas ocorrências de corrupção eleitoral. No fim da tarde deste sábado (3), uma equipe flagrou um homem com anotações que seriam o controle da compra de votos e mais à noite uma van que fazia o transporte ilegal de eleitores foi parada.
Por volta das 20h de ontem, após denúncia de crime eleitoral, policiais militares abordaram uma van que trazia pessoas do Paraná para votar em Tacuru. O condutor do veículo, que estava parado em uma estrada na entrada da cidade, afirmou que havia sido contratado por Anatália Garcia para buscar eleitores no Paraná e voltar à cidade onde neste domingo (4), 7 mil vão às urnas para escolher o novo prefeito.
De início, Anatália disse que havia contrata do a van para trazer parentes dela para a cidade. A polícia checou e constatou que realmente dois passageiros eram da família da mulher. Mas, outro ocupante do veículo confessou que havia recebido dinheiro para votar neste domingo.
O condutor da vem, Anatália e os dois familiares dela foram detidos.
Conforme consta no boletim de ocorrência, Thiago Wilhan Garcia Gomes e Luiz Fernando Garcia se exaltaram e tentaram agredir os policiais. Eles foram presos, portanto, pelo desacato.
Compra de voto – Também neste sábado, funcionários da Carreta da Justiça, do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o juiz eleitoral da cidade e Policiais Militares abordaram duas caminhonetes Toyota Hilux que estariam sendo usadas por equipes que compravam votos para um dos candidatos a prefeito.
Um homem identificado como Claudinei Luiz Bucioli, de 46 anos, estava com um caderno de anotações de pagamentos para eleitores que colocaram adesivos em seus carros, receberam cestas básicas e a promessa de emprego na prefeitura, conforme o boletim de ocorrência. Ele foi detido.
Eleição – A eleição suplementar acontece hoje devido ao indeferimento do pedido de candidatura da chapa encabeçada por Claudio Rocha Barcelos, o Dr. Claudio (PR), justamente por captação ilícita de votos.
Claudio teve o registro negado, mas seguiu no pleito, pois tinha recurso em tramitação. Porém, decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) depois das eleições, realizadas em outubro do ano passado, tornou definitivo o indeferimento.
Com isso, os votos foram anulados, sendo marcada uma nova eleição.
Em janeiro deste ano, a prefeitura de Tacuru foi assumida pelo vereador Paulo Mello (PP), que era presidente da Câmara Municipal.
Agora, concorrem ao cargo o próprio Paulo Mello e ex-vereador Carlos Pelegrini (PMDB), que perdeu a disputa para Claudio em outubro de 2016.
A votação transcorre com tranquilidade nesta manhã, segundo o chefe do cartório da 25ª Zona Eleitoral de Mato Grosso do Sul, Romeu Soares da Costa Filiú. Nenhum ocorrência foi registrada até às 10h de hoje.
A estimativa dos funcionários da Justiça Eleitoral é que até às 18h a apuração dos votos esteja concluída.