Brasil

Polícia Federal deflagra a 36ª fase da Lava Jato

[Via Folha de São Paulo]

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a 36ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Dragão.

Estão sendo cumpridas 18 ordens judiciais, sendo duas de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nos Estados do Ceará, São Paulo e Paraná.

Um dos mandados de prisão preventiva expedidos pelo juiz Sergio Moro foi contra o operador Adir Assad, que já está preso em Curitiba.

Já as buscas estão sendo feitas na concessionária Econorte, em Londrina (PR), e na construtora Triunfo, na capital paranaense.

Segundo nota da PF, esta fase investiga dois importantes operadores financeiros responsáveis pela movimentação de recursos de origem ilegal, principalmente oriundos de relações criminosas entre empreiteiras e empresas sediadas no Brasil com executivos e funcionários da Petrobras.

O nome "dragão" é referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de "operação dragão" os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior.

TRÊS OPERAÇÕES

Assad foi preso pela primeira vez na Lava Jato em março de 2015, na décima fase da operação. No final do ano, porém, foi para a prisão domiciliar em São Paulo por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Em agosto deste ano, Moro determinou que ele voltasse à prisão. O operador foi condenado na Lava Jato a 9 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Assad foi alvo de outras operações da PF nos últimos meses, como a Saqueador, relacionada ao empresário Carlinhos Cachoeira e a construtora Delta, e a Pripyat, sobre suposta propina Eletronuclear.

No início do ano, o então senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), cassado em maio, disse, em acordo de delação, que Assad gerenciava o caixa dois na campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010, o que ela nega.

O Ministério Público paulista também o denunciou neste ano sob suspeita de participação em desvios em obras do governo do Estado, administrado pelo PSDB.

Compartilhe: