[Via Correio do Estado]
A Polícia Civil de São Paulo deverá decidir até esta sexta-feira (29) se mantém investigadores na região de Ponta Porã, fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, para caçar o homem apontado como um dos líderes de quadrilha que roubou mais de R$ 10 milhões de empresa de transporte de valores em outubro do no ano passado, em Araçatuba (SP). Na ocasião, o investigador André Luís Ferro da Silva, 37 anos, acabou assassinado pelos bandidos. Ele estava de folga do serviço, mas morava próximo da garagem invadida.
Nesta quinta-feira (28), um total de 22 pessoas foram presas na Operação Homem de Ferro. Um dos alvos poderia estar escondido em Ponta Porã, porém, durante cumprimento de mandados, policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira (Defron), que prestaram apoio aos colegas de São Paulo, não conseguiram localizá-lo.
Segundo o delegado João Alves de Queiroz, titular da Defron, os policiais fizeram buscas em pelo menos seis endereços, mas não encontraram o suspeito. "Nem objetos relacionados ao roubo foram encontrados. Conforme cruzamento de informações, foi constatado que ele não estaria mais residindo nos locais por onde passamos. Agora vamos encaminhar relatório ao delegado responsável", disse.
Ao Portal Correio do Estado, o delegado de Araçatuba, Antônio Paulo Natal, responsável pela operação, apontou que o homem procurado em Mato Grosso do Sul seria o elo entre a quadrilha e membros importantes de facções criminosas.
"Parte da renda obtida por essas quadrilhas vem, e muito, dessas ações criminosas. É extremamente lucrativo", disse o delegado.
Nos últimos três anos, a polícia paulista rastreou que crimes semelhantes ao ocorrido em Araçatuba e que podem ter sido cometido pelos mesmos suspeitos, foram notados em Campinas, Rio Claro, São Carlos, Limeira, Santos e Piracicaba (todas de SP), além de Uberaba e Uberlândia (MG) e a paraguaia Ciudad del Este.
Sobre a identidade do homem foragido em POnta Porã, Natal diz que não pode fornecer detalhes, mas diz que sua participação seria de destaque, inclusive atuando como olheiro para novos locais a serem alvos de assaltos.